Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 10 de abril de 2017. Atualizado às 19h23.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

tecnologia

Notícia da edição impressa de 10/04/2017. Alterada em 10/04 às 19h29min

Chip Inside lança o 'plano de saúde da vaca' e recebe R$ 2 milhões do Criatec 3

Guedes e Martins querem alcançar receita mensal de R$ 2 milhões em 2021

Guedes e Martins querem alcançar receita mensal de R$ 2 milhões em 2021


FREDY VIEIRA/JC
A Chip Inside lançou o plano de saúde da vaca e foi uma das escolhidas para receber aporte do Criatec. Situada no Polo de Inovações Tecnológicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a empresa terá R$ 2 milhões do Criatec 3, com capital de Badesul, BRDE e Bndes, entre outros investidores. A Chip Inside criou o call med (numa tradução do inglês seria chame o médico) que oferta serviços para produtores de leite - coleira chipada para o animal desenvolvida pela startup, sistema e análise de dados captados pelo chip e equipe de profissionais que monitora informações da vida da vaca. Ferramentas de inteligência artificial, com robôs que analisam algoritmos na nuvem de dados, geram diagnósticos e orientações às propriedades.
Os sócios fundadores Leonardo Guedes e Thiago Martins destacam que o capital será decisivo para a empresa buscar o mercado dos três estados do Sul. A primeira parcela de R$ 1 milhão foi depositada na semana passada. A dupla de sócios sabia desde outubro de 2016 que tinha entrado no radar dos analistas da Inseed, mas teve de guarda a informação a sete chaves. Já havia também recebido R$ 70 mil da linha Inovacred Expresso do BRDE. "Foi um alívio, depois de tanta correria", traduz Martins, que não escondeu a alegria de ter o aporte. A chegada do capital inaugura a nova fase do negócio, que se ajustou para se inserir no mercado. "Mudamos o modelo de venda da coleira chipada e para o de locação, e acertamos!", comemora Martins.
A receita da Chip Inside vem do pacote com suporte técnico para avaliar as informações colhidas pelo chip da vaca duas vezes ao dia e sete dias na semana, explica Guedes. O produtor paga
R$ 20,00 por animal ao mês pelo serviço. Dois mil animais estão usando a coleira, gerando R$ 40 mil mensais. Até o fim do ano, a Chip Inside quer chegar a 10 mil vacas, ou R$ 200 mil ao mês. O plano até 2021 é de ter 80 mil a 100 mil vacas na carteira, o que elevaria a receita bruta a mais de R$ 2 milhões, considerando valor de hoje.
"Estamos desenvolvendo a pecuária de precisão", afirma Martins. Para chegar ao tipo de serviço e suas capacidades, a Chip Inside ficou cinco anos fazendo P&D na incubadora tecnológica da UFSM. A solução foi lançada em 2015 e estava focada na coleira de monitoramento. "Serviria para captar dados da saúde do animal, ruminação, atividade, cio. Daí chegamos no cow med. É como se fosse o plano de saúde da vaca", diz Guedes. São 25 profissionais dando o suporte às propriedades e desenvolvendo tecnologias. "Somos os únicos a ter essa tecnologia no Brasil. Com os recursos do Criatec, vamos buscar mercado nos três estados do Sul. Depois queremos conquistar o Brasil."
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia