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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de abril de 2017. Atualizado às 17h32.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 06/04 às 17h34min

Petróleo fecha em alta com expectativa de recuo em breve nos estoques dos EUA

O petróleo fechou com ganhos nesta quinta-feira, após indicadores dos Estados Unidos gerarem a expectativa de que o crescente estoque do país em breve inverta o sinal e comece a cair. Um dado sobre atividade nas refinarias do país impulsionou o movimento.
O petróleo WTI para entrega em maio fechou em alta de 1,07%, a US$ 51,70 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subiu 0,97%, a US$ 54,89 o barril, na plataforma ICE. Os dois contratos atingiram seu fechamento mais alto desde 7 de março.
A atividade nas refinarias dos EUA subiu bem acima da expectativa dos analistas, atingindo 90,8% da capacidade, de 89,3% na semana anterior, informou na quarta-feira o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Os operadores têm se concentrado mais nesse aspecto que em outros números do relatório de quarta do DoE, que mostrou uma alta nos estoques de petróleo, o que contrariou a previsão dos analistas.
"Nós começamos a ver sinais de demanda mais forte do que estava no início do ano", afirmou Gene McGillian, gerente de pesquisas da Tradition Energy.
O DoE estimou que a demanda por gasolina tenha crescido fortemente nas últimas semanas, o que reduziu os temores em relação ao inverno local, quando as estimativas de demanda do governo e dados privados de vendas recuaram fortemente.
A quantidade de petróleo que as refinarias processam deve atingir cerca de 17 milhões de barris - alta de cerca de 4% ante o nível atual - até o verão local e seguir nesse nível durante três meses, segundo estimativa da provedora de dados Genscape. "Esses próximos meses de utilização de refinarias podem ajudar", afirmou Hillary Stevenson, analista de mercados de petróleo da Genscape.
Os dados mostraram, também, que a produção de petróleo dos EUA tem subido há sete semanas seguidas, atingindo a máxima em 14 meses de 9,2 milhões de barris por dia. A produção dos EUA é vista como a maior ameaça ao esforço liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção para sustentar os preços neste primeiro semestre. O cartel se reúne em 25 de maio para revisar o esforço e decidir se o amplia durante mais tempo.
"A próxima grande mudança dependerá provavelmente do que a Opep fará em maio", disse Tom Pugh, analista de commodities da Capital Economics. Pugh espera que o esforço seja estendido por pelo menos três meses. 
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