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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de abril de 2017. Atualizado às 17h16.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Alterada em 06/04 às 17h19min

China investiu mais no Brasil nos últimos anos, destaca pesquisa da FEE

Nos últimos anos, o investimento chinês no Brasil aumentou significativamente, chegando a US$ 51,7 bilhões no Brasil, no período 2005 a 2016. A análise faz parte da sexta edição da publicação Panorama Internacional, desta vez trazendo informações sobre a China, lançada nesta quinta-feira (6) pela Fundação de Economia e Estatísica (FEE).
Em coletiva, os pesquisadores Sérgio Leusin Jr e Robson Valdez apresentaram detalhes da relação brasileira com o país asiático. A China é o principal parceiro comercial do Brasil e do Rio Grande do Sul, além de maior produtor mundial de arroz e fumo, segundo maior produtor de trigo e milho e quarto maior produtor de soja, culturas importantes para o Brasil.
O estudo de Robson Valdez aponta que, no campo econômico, a China se destaca dos demais países, desenvolvidos e em desenvolvimento, pela potência que se traduz em impressionantes superávits comerciais, níveis de crescimento econômico, reservas internacionais e volumes de investimentos mundo afora.
“Desde 1974, quando o Brasil retomou as relações diplomáticas com a República Popular da China, o país asiático aumentou sua participação até assumir a posição de principal destino das exportações brasileiras, competindo com União Europeia, América Latina e Caribe”, avalia Robson.
Segundo o economista Sérgio Leusin Jr., os setores público e privado brasileiros, especialmente os relacionados ao agronegócio, devem ficar atentos à realidade econômica e social da China, em função da magnitude e do rápido crescimento do mercado chinês.
“A China tem demonstrado competência em sua tarefa de garantir segurança alimentar e bons níveis de autossuficiência ao longo dos últimos anos. O Brasil, parceiro comercial indispensável para a China, precisa ter profundo conhecimento da realidade rural do país asiático, pois é bastante provável que as melhores oportunidades emergirão a partir de falhas nos planos chineses para esse setor”, projeta Leusin.
Além disso, conforme a pesquisa, dado o contexto da expansão agrícola chinesa, o Brasil tem condições de produzir a cota adicional de alimentos para o povo chinês a um custo ambiental significativamente menor. Leusin explica que a expansão agrícola chinesa é necessária para atender sua demanda crescente, assim como as mudanças de hábitos alimentares oriundas de processos de urbanização e elevação de renda, o que exigirá ainda mais de seus escassos recursos naturais, notadamente terra arável e água.
Para o Rio Grande do Sul, essa relação também é fundamental já que a China é a principal parceira comercial do Estado. Em 2016, por exemplo, 27,5% das exportações gaúchas foram para a China. Leusin explica que a parceria do RS com a China se pauta pela venda de commodities e pela compra de manufaturados. “96% das exportações gaúchas para a China são do agronegócio. Apesar de a soja dominar essa pauta (quase 80%), fumo, produtos florestais e carnes também vêm se destacando recentemente”, pontua Leusin.
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