Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 03 de abril de 2017. Atualizado às 17h45.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

bancos

Alterada em 03/04 às 17h45min

Concentração cresce e BB, Itaú, Bradesco e Caixa têm quase 80% do crédito

A concentração aumentou e os quatro maiores bancos já têm praticamente 80% do mercado de crédito brasileiro. Dados apresentados nesta segunda-feira (3), pelo Banco Central (BC) mostram que as quatro maiores instituições financeiras - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal - terminaram dezembro com 78,99% do mercado de crédito. O porcentual revela aumento na comparação com junho, quando o índice estava em 76,95%.
A concentração também cresceu nos outros dois temas acompanhados pelo BC. Em depósitos, a participação das quatro instituições aumentou de 74,56% para 78,48% no mesmo período. Em total de ativos, a parcela do BB, Itaú, Bradesco e Caixa passou de 70,48% para 72,70%.
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, nega que eventual aumento do risco gerado pela expansão da carteira de ativos problemáticos vá prejudicar a recuperação do mercado de crédito das empresas. O diretor disse que essa piora na margem seria relacionada a "riscos já compreendidos".
"Esses riscos já estão na conta dos bancos e podem ou não continuar se materializando. Isso depende do cenário idiossincrático de cada empresa. Isso não vai atrasar eventual retomada do crédito", disse o diretor em entrevista para apresentar o Relatório de Estabilidade Financeira (REF).
Durante a apresentação, o diretor citou que a perspectiva de aumento dos ativos problemáticos é basicamente pelas grandes empresas. "Houve eventos significativos como Lava Jato, Oi e Sete Brasil. Essa perspectiva é muito impactada por eventos específicos", disse, ao comentar que o risco de ativos problemáticos para pessoa física e pequenas e médias empresas parece ter ficado para trás.
Anthero Meirelles ressaltou que o importante é que os riscos "já estão sobre a mesa" e bancos continuam com indicadores sólidos, como elevados níveis de capital, liquidez e provisão para esses riscos. "O sistema financeiro tem capacidade de absorver esses choques", disse.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia