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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de abril de 2017. Atualizado às 16h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 03/04 às 16h37min

IIF: dívidas de emergentes saltam para US$ 56 tri e atingem nível preocupante

As dívidas totais de empresas, bancos, famílias e governos de países emergentes, como Brasil, África do Sul, China e Índia, deram um salto "espetacular" nos últimos dez anos, atingindo níveis preocupantes, alerta nesta segunda-feira (3), o Instituto Internacional de Finanças (IIF), com sede em Washington. Apenas os passivos em dólar destes mercados mais que dobraram na última década, chegando a US$ 7,2 trilhões.
As dívidas totais dos emergentes chegaram a US$ 56 trilhões ao final de 2016, 3,5 vezes acima do que eram há dez anos (US$ 16 trilhões). Em porcentual do Produto Interno Bruto (PIB), os passivos subiram de 146% para 215%.
O aumento foi puxado principalmente pelas empresas não financeiras, que aproveitaram as baixas taxas de juros no mercado internacional, especialmente nos países desenvolvidos, para captar recursos.
"Enquanto os riscos associados com descasamento de moedas podem não ser tão agudo como foi em crises passadas nos emergentes, a dívida total dos emergentes, na medida em que a as taxas de juros globais estão subindo, é uma crescente fonte de preocupação", afirma o relatório do IIF.
Em dez anos, a dívida dos emergentes, considerando empresas, bancos, governos e famílias, aumentou em US$ 40 trilhões. A maior parte destes recursos foi tomado em moeda local, mas a parcela em moeda estrangeira é crescente e já responde por 30% do PIB desta região. O crescimento das dívidas em dólar e outras moedas foi mais acentuado em países da América Latina, Turquia e na África do Sul.
Nos países desenvolvidos, os passivos também tiveram expansão, mas em ritmo menos acelerado que nos emergentes. Na última década, os passivos aumentaram em US$ 32 trilhões, com o total das dívidas chegando a US$ 160 trilhões - 390% do PIB ao final de 2016. A expansão dos passivos foi puxada pelo setor público, enquanto famílias e empresas reduziram os débitos, como reflexo da crise financeira mundial de 2008.
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