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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de abril de 2017. Atualizado às 09h45.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 03/04 às 09h51min

Mercado reduz estimativa de inflação para este ano

O mercado financeiro reduziu pela quarta semana consecutiva a expectativa para o IPCA em 2017. A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 caiu de 4,12% para 4,10%. Há um mês, quando a sequência de quedas começou, a previsão estava em 4,36%. Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,50%, divulgou o BC nesta segunda-feira, 3, número repetido pela 36ª semana consecutiva.
As projeções de mercado para este ano, portanto, indicam expectativa de que a inflação desacelere ainda mais se afastando do centro da meta de 4,50%.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 ficou estacionada em patamar ainda mais baixo: 4,08%. Para 2018, a estimativa do grupo também é inferior: 4,30%. Quatro semanas atrás, as expectativas desses cinco analistas estavam em 4,05% e 4,24%, respectivamente.
A inflação suavizada para os próximos 12 meses foi em trajetória contrária e subiu marginalmente, de 4,55% para 4,57% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,56%.
Para os índices mensais mais próximos, a estimativa para março de 2017 indica previsão de alta de 0,23%. Um mês antes, estava em 0,30%. No caso de abril, a previsão de inflação do Focus caiu de 0,43% para 0,40%, ante 0,45% de quatro semanas atrás.
A pesquisa Focus realizada pelo BC mostrou estabilidade nas projeções para a inflação dos preços administrados neste ano e elevação para a expectativa de 2018. A mediana das previsões do mercado para o aumento do conjunto de preços controlados pelo poder público em 2017 seguiu em 5,50% pela quarta semana seguida.
Para 2018, a mediana das estimativas para o conjunto dos preços administrados inverteu a tendência de queda vista nas duas pesquisas anteriores e subiu de 4,55% para 4,60%. Com a elevação, a previsão retornar ao mesmo patamar observado quatro semanas atrás, quando também estava em 4,60%.
O relatório do BC mostrou, ainda, queda em todas as previsões para os IGPs em 2017. A mediana das projeções do IGP-DI de 2017 caiu de 4,32% para 4,29% na 11ª redução consecutiva. Há um mês, a expectativa estava em 4,56%. Para 2018, a projeção foi em sentido contrário e subiu ligeiramente, de 4,60% para 4,61%. Quatro semanas atrás, esse número estava em 4,68%.
Já a previsão para o IGP-M em 2017, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, recuou de 4,51% para 4,36%, na quarta queda seguida. Quatro levantamentos antes, a expectativa estava em 4,79%. Para 2018, a previsão para o índice subiu de 4,55% para 4,60%, ante 4,67% de um mês atrás.
Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 caiu de 3,96% para 3,75%. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 4,46%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50% pela décima semana consecutiva.

Alta do PIB de 2017 prevista segue em 0,47%

Os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram a projeção para o crescimento da economia neste ano. De acordo com a pesquisa Focus divulgada na manhã desta segunda-feira, 3, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 seguiu em 0,47%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,49%.
Para 2018, a estimativa para o crescimento da economia permaneceu em 2,50% pela segunda semana seguida. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,39%.
No mesmo relatório Focus, as projeções para a produção industrial registraram queda marginal. O avanço projetado para o setor em 2017 recuou de 1,22% para 1,20%. Há um mês, estava em 1,09%. Para 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial também cedeu e passou de 2,10% para 2,06%. Quatro semanas antes, essa previsão era de 2,19%.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 seguiu em 51,70%. Há um mês, estava em 51,50%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus permaneceram em 55,00%, mesma projeção repetida há nove semanas.
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