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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 13h45.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Entrevista

Notícia da edição impressa de 03/05/2017. Alterada em 03/05 às 13h45min

Tecnologia é um caminho sem volta para a atividade contábil

Adão Lopes, CEO da Varitus Brasil

Adão Lopes, CEO da Varitus Brasil


VARITUS BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
A contabilidade mudou muito nos últimos anos. A inserção de novas tecnologias nesse mercado alterou o dia a dia, processos, profissões, carreiras e o relacionamento das empresas com sua rotina fiscal. Compreender como essa mudança começou e como ela se desenvolve é essencial para profissionais da área e empresas que buscam um melhor atendimento.
Segundo o mestre em Tecnologia e fundador da Varitus Brasil, empresa especializada em tecnologia para gestão fiscal, Adão Lopes, é preciso estar ciente do que hoje é possível realizar, principalmente se o objetivo é aproveitar as oportunidades escondidas no mercado.
Contabilidade - Quando a tecnologia começou a mudar, efetivamente, as rotinas de escritórios de contabilidade?
Adão Lopes - Sabemos que a tecnologia da informação e comunicação vem mudando todas as áreas de conhecimento, bem como seus processos. Antes da década de 1980, ela já trazia benefícios operacionais de escrituração fiscal, porém os custos eram fora de alcance para a maioria das empresas. Nessa época, tecnologia era comum dentro dos escritórios de contabilidade, apenas para digitar folha de pagamento e livros fiscais. Foi só em tempos mais recentes em que adquirimos equipamentos, softwares e profissionais bem mais próximos das empresas menores. Portanto a adoção de novas tecnologias tornou-se essencial no ganho de produtividade e competitividade. A mudança é recente e ainda em andamento.
Contabilidade - As mudanças foram bem aceitas logo de início, ou isso gerou algum conflito, tanto de gerações quanto por receio de perda de emprego?
Lopes - Toda adoção de nova tecnologia traz desconforto. A própria mudança traz desconforto. Ela atinge a capacitação e função do profissional dentro das empresas. Os antigos guardador de livros e digitador, quase que extintos hoje, tornaram-se consultores, auditores e analistas de negócios, muito mais próximo da inteligência humana, deixando de lado, cada dia mais, processos e tarefas repetitivas. As empresas procuram automatizar tarefas rotineiras e empregar pessoas que tenham condição de mudar o negócio, o processo, o sistema, alterando o cenário. É por isso que, cada vez mais, se fala de novas possibilidades, como, por exemplo, a Internet das Coisas.
Contabilidade - Os contadores são formados para lidar com essas mudanças?
Lopes - Sim. Há algumas décadas, a formação deste profissional vem mudando, mas isso não é exclusivo do contador. Para o contador a mudança foi mais drástica. Dele é exigido que toda sua escrituração fiscal seja digital. Estamos na fase de implantação e mudança de cultura. Em breve, a maioria dos profissionais vai dizer "não sei como conseguíamos trabalhar daquele jeito no passado". Toda mudança está refletida nos cursos de formação de hoje e está se enraizando aos poucos.
Contabilidade - É possível lidar com a contabilidade de um modo "clássico", ou analógico, atualmente? Por quê?
Lopes - Impossível. As exigências são digitais, os documentos são digitais, a escrituração é digital, a abertura de uma empresa e a maioria de certidões já são acessadas através de um certificado digital. Sem isso, a empresa fica ilegal.
Contabilidade - O que teve de mudar na mente do empresário e contador que encarou essa época transitória?
Lopes - Que a mudança vai beneficiar a todos, desde o meio ambiente, que vai receber menos resíduos, até os profissionais, que serão mais estratégicos e menos operacionais. Também sabemos que os que não investirem em treinamento e na mudança de tecnologia desaparecerão através de uma seleção natural.
Contabilidade - Há algo que efetivamente piorou com essas mudanças?
Lopes - Sim, a exigibilidade de investimento imediato em novos equipamentos, softwares, treinamento, profissionais etc. Se podemos apontar algo como um fato ruim, é isso. As coisas foram rápidas, e talvez o momento de recessão e a exigibilidade de investimento sejam o fator ruim, muito pela falta de tempo financeiro para investimento.
Contabilidade - O que você acredita que vai mudar nos próximos anos? Qual o caminho da contabilidade?
Lopes - Teremos muito mais mudanças acontecendo e já vemos sinais de movimentação. Alguns exemplos são o fim dos antigos EDIs, caros e burocráticos; as integrações entre sistemas através de webservices com muita facilidade e em auto nível; e Notas Fiscais de Serviços eletrônicas se unificando para todo Brasil. O mais importante é que estamos no caminho certo de ter uma cultura de inovação arraigada nos escritórios contábeis. Isso traz ganho de produtividade e competitividade. Acredito que a nova geração já começa sua inserção no mercado pensando diferente. As empresas já nascem com maior ganho de produtividade e recursos, integração e menos trabalhos manuais. Assim há menos erros e mais satisfação para o cliente final.
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