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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de março de 2017. Atualizado às 11h10.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 29/03/2017. Alterada em 28/03 às 21h51min

Fazenda confirma previsão de déficit a partir de maio

Secretário Busatto apresentou fluxo de caixa para representantes do Simpa

Secretário Busatto apresentou fluxo de caixa para representantes do Simpa


JC
Bruna Suptitz
Na reunião do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), a participação da folha dos servidores no fluxo de caixa do município foi o principal ponto de debate. O encontro segue estratégia já adotada pela prefeitura na conversa com outras entidades de apresentar a situação financeira da Capital para justificar a adoção de medidas para conter a crise.
Com o Simpa, o debate se formou a partir de declarações do Executivo de que o salário do funcionalismo não será pago por pelo menos quatro meses, a partir de maio. Conforme mostrou o secretário da Fazenda, Leonardo Busatto, o cálculo apresentado pelos técnicos da Fazenda no início do ano apontava que faltariam recursos no caixa da prefeitura no mês de março.
"Se não fossem as medidas adotadas no início do ano, já teríamos atrasado salários", disse, destacando medidas adotadas pela prefeitura, como a reforma administrativa, cortes de cargos em comissão e redução de despesas.
Em 2016, conforme dados da Fazenda, 60% das despesas do Caixa Único da prefeitura foram destinados a com gasto de pessoal. Além do Caixa Único, a prefeitura conta com receitas chamadas de vinculadas, que não podem ser usadas para outras finalidades que não aquela para a qual são destinadas, como por exemplo transferências do Estado e da União para programas específicos.
Para o tesoureiro do Simpa, Adelto Rohr, apresentar o dado dessa maneira pode confundir a população. "Dessa forma, parece que o vilão é o servidor", apontou Rohr. "Se não tiver tranquilidade para executar suas funções, pensando no que tem a pagar, o servidor público não vai trabalhar", afirmou o diretor do sindicato Adroaldo Corrêa.
Em resposta às críticas de que estaria fazendo "terrorismo" com o funcionalismo ao penalizar os servidores pela dificuldade financeira do município, Marchezan disse que a prefeitura não apresentou proposta e sim o problema. "Nossa opção foi publicar (o fluxo de caixa). Nós todos somos responsáveis por sair daqui", afirmou, chamando os presentes a apresentarem propostas. E completou: "estamos falando para se prepararem".
 
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Comentários
Margarete da Silva Machado 29/03/2017 11h03min
Então já comecem a demitir cc's, horas extras, diárias, fornecedores superfaturados e desnecessários, obras superfaturadas, orla do guaíba, enfim, o que a lei complementar 101 manda fazer nestes casos de falta de receita...é obrigação baixar a despesa.