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Porto Alegre, terça-feira, 21 de março de 2017. Atualizado às 13h20.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

17/03/2017 - 09h35min. Alterada em 17/03 às 09h35min

Alvos da Lava Jato, Maia e Eunício mudam discurso sobre reforma política

Desde semana passada Maia e Eunício defendem voto em lista fechada já para as eleições de 2018

Desde semana passada Maia e Eunício defendem voto em lista fechada já para as eleições de 2018


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
Alvos da Lava Jato, os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendem, desde a semana passada, o voto em lista fechada já para as eleições de 2018. Na última discussão sobre reforma política no Congresso, entretanto, o discurso era outro. Há menos de dois anos, Maia e Eunício eram favoráveis ao sistema majoritário, conhecido como "distritão".
Pelo voto em lista fechada, os partidos definem previamente uma sequência de filiados para assumir os cargos conquistados na eleição. O sistema poderia favorecer a reeleição de alvos da Lava Jato no Congresso e, assim, a manutenção da prerrogativa de foro privilegiado dos investigados. Já pelo sistema do distritão não há quociente eleitoral e os mais votados são eleitos, sem considerar os partidos e sem a necessidade de formar coligações.
Em 2015, Maia, então presidente da Comissão Especial da reforma política, era um dos principais defensores do distritão. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Maia foi questionado sobre o voto em lista, defendido pelo PT, e respondeu que não havia "a menor possibilidade" de o projeto ser aprovado no Congresso e que o texto "não representava" os interesses públicos nem tinha "eco na sociedade".
"O modelo majoritário nos garante fazer partido de verdade (...) Acredito que esse é um modelo que damos um passo a frente, nós avançamos, nós evoluímos", disse Maia na época. Em outro discurso também em 2015, ele afirmou que o sistema majoritário era "mais próximo do que o eleitor quer, que é eleger o mais votado". Maia argumentou ainda que o modelo acabaria com distorções do sistema atual, como os chamados "puxadores de votos". "Esse modelo (atual) está exaurido. O distritão reduz o número de deputados e concentra nos partidos aqueles que têm ideologia", alegou em outra ocasião.
Em 2011, Eunício lembrou em discurso no Senado que o presidente Michel Temer era um "incansável defensor" da proposta. O peemedebista disse que "aqueles que têm mais votos absolutos devem vencer as eleições".
A situação começou a mudar, porém, com o fim do financiamento empresarial de campanha. Em setembro, Eunício disse que o financiamento público poderia ser mantido "desde que o sistema de votação fosse por meio de lista fechada".
A assessoria de Eunício alegou que as circunstâncias políticas mudaram, com partidos maiores e mais dificuldades no financiamento de campanha. Para Maia, após o fim do financiamento empresarial, o voto por lista fechada "é o mais adequado". 
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Comentários
Paulo Fagundes Dias 21/03/2017 10h33min
Sou totalmente contra essa teoria de lista fechada, ate'mesmo porque no Brasil os partidos políticos, que fechariam essa lista, não tem ideologia nenhuma. O povo tem que ter a liberdade de escolher em quem votar. So'farão parte dessa lista os caciques corruptos e investigados na lava jato. Nao vou votar nunca em lista fechada e ainda farei campanha para o povo votar em branco. Puro retrocesso que so'beneficia os poderosos donos dos partidos, que sao os maiores corruptos da politica brasileira
Mustika Oei 19/03/2017 17h39min
É um desgosto atras do outro o Maia é um deles antes de ser eleito presidente da câmara tinha uma cara agora veste a carapuça dos investigados da lava jato é lametável
josé 19/03/2017 15h36min
Deveria acabar com voto em legenda e os que puxam votos pra outros só deveria assumir quem e foi votado