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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de março de 2017. Atualizado às 08h34.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

16/03/2017 - 08h32min. Alterada em 16/03 às 08h34min

Maia e Padilha são os primeiros gaúchos da lista de Janot

Maia repudiou a 'divulgação seletiva de informações' e garantiu que só recebeu contribuições legais

Maia repudiou a 'divulgação seletiva de informações' e garantiu que só recebeu contribuições legais


Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/JC/
Até agora dois gaúchos aparecem na lista de pedidos de inquérito enviados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além do atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, agora o deputado federal Marco Maia (PT) aparece na lista. O rol de pedidos, com 83 nomes, foi enviado na terça-feira (14) ao STF e que é baseada nas delações da Odebrecht. O STF mantém o sigilo da lista, mas os nomes são obtidos em fontes dos órgãos envolvidos na investigação e inquéritos. 
Além de Padilha e Maia, outros nomes são os do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, cinco governadores, senadores e mais deputados. Os 22 novos nomes foram revelados no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite dessa quarta-feira (15). Maia disse, ao telejornal, desconhecer o teor do pedido de Janot e repudiar a "divulgação seletiva de informações". O deputado garantiu que só recebeu contribuições legais.
Estão na lista os governadores de Alagoas, Renan Filho (PMDB), do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), do Acre, Tião Viana (PT) e do Paraná, Beto Richa (PSDB). Os pedidos de investigação de governadores precisam ser enviados para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem competência para investigar chefes do executivo estadual.
De acordo com o telejornal, estão na lista de investigados ainda os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). Na Câmara, são alvo de pedidos de abertura de inquérito Marco Maia (PT-RS), Andrés Sanchez (PT-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Paes Landim (PTB-PI).
Serão remetidos para outras instâncias, por não terem foro no STF nem no STJ, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Edinho Silva, o ex-assessor da presidência Anderson Dorneles, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Outros três ministros, além de Padilha e Pereira, das 29 pastas da gestão Temer estão na lista: Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores -, além de parlamentares, a cúpula do Congresso e os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff também são alvo dos pedidos.

O que disseram os listados

Ministros:
  • Marcos Pereira (PRB), da Indústria e Comércio Exterior. Disse que o PRB teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Governadores:
  • Renan Filho (PMDB), de Alagoas: declarou que toda doação recebida na campanha foi legal.
  • Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio: disse desconhecer o teor do pedido de Janot.
  • Fernando Pimentel (PT), de Minas: não se manifestou.
  • Tião Viana (PT), do Acre: não se manifestou.
  • Beto Richa (PSDB), do Paraná: afirmou que desconhece o contexto em que é citado e que doações foram declaradas.
Senadores:
  • Lindbergh Farias (PT-RJ): declarou que as investigações vão esclarecer os fatos e que o arquivamento é único desfecho possível.
  • Jorge Viana (PT-AC): não respondeu aos contatos.
  • Marta Suplicy (PMDB-SP): não respondeu aos contatos.
  • Lídice da Mata (PSB-BA): disse que não foi notificada oficialmente e afirmou ter confiança de que tudo será esclarecido.
Deputados:
  • Marco Maia (PT-RS): disse desconhecer o teor do pedido de Janot e repudiar a "divulgação seletiva de informações". Afirmou que só recebeu contribuições legais.
  • Andres Sanchez (PT-SP): negou irregularidades e afirmou que não há provas contra ele.
  • Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA): não se manifestou.
  • José Carlos Aleluia (DEM-BA): disse que só recebeu doações legais e declaradas à Justiça.
  • Paes Landim (PTB-PI): afirmou que todas as doações recebidas foram legais.
Prefeitos:
  • Duarte Nogueira (PSDB), de Ribeirão Preto: declarou que todas as contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
  • Edinho Silva (PT), de Araraquara: afirmou que sua conduta como coordenador financeiro da campanha de Dilma se deu dentro da legalidade e de forma ética.
Outros:
  • Geddel Vieira Lima (PMDB), ex-ministro: não se manifestou.
  • Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio: informou que só vai se manifestar quando for notificado oficialmente.
  • Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara: disse que as delações da Lava Jato não têm sido amparadas em provas.
  • Paulo Skaf (PMDB-SP), presidente da Fiesp: disse que todas as doações de campanha em 2014 foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
  • Anderson Dornelles, ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff: não foi localizado.
Com informações da Agência Estado.
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