Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Assembleia Legislativa

Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 08/03 às 20h55min

Mínimo regional não é prioridade entre deputados

Stela fala em foco na Lei Kandir; Sossella diz que PDT debaterá após missão

Stela fala em foco na Lei Kandir; Sossella diz que PDT debaterá após missão


ANTONIO PAZ/ARQUIVO/
Marcus Meneghetti
Diante da pauta trancada por conta de dois vetos do governador José Ivo Sartori (PMDB) e de oito projetos do Executivo em regime de urgência, além dos debates sobre a renegociação da dívida com a União, o projeto de reajuste do salário-mínimo regional não é a prioridade da Assembleia Legislativa. 
Depois de tentar intermediar um acordo entre empresários e sindicalistas sobre o índice de reajuste do piso regional, o Palácio Piratini sugeriu o percentual de 6,48% de correção - o que desagradou os empresários, que são contra a vigência do salário-mínimo regional; e os trabalhadores, que pediam 10,65% de aumento. O índice proposto pelo governo é retroativo ao mês de fevereiro. 
O texto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia. Entretanto, mesmo que a CCJ libere o texto para a votação no plenário, a matéria não deve entrar na ordem do dia do Parlamento.
Afinal, o presidente da Casa, deputado estadual Edegar Pretto (PT), suspendeu as votações da semana que vem para que uma missão de parlamentares gaúchos cumpra agenda em Brasília e São Paulo - onde vão promover articulações com outros estados sobre as compensações da Lei Kandir.
O líder da bancada do PDT, Gilmar Sossela, disse que os pedetistas só vão discutir o tema depois da missão dos parlamentares. "Ainda não nos debruçamos sobre esse tema, porque estamos envolvidos com as reuniões que teremos em outros estados. Na terça que vem, temos um encontro com o ministro dos Transportes (Maurício Quintella Lessa, PR) e, na quarta, vamos discutir as perdas com a Lei Kandir com paramentares de São Paulo", explicou Sossela.
Entre a oposição, a líder da bancada do PT, Stela Farias, disse que os petistas têm se dedicado aos assuntos relacionados às negociações do governo estadual com o federal para ingressar no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados. Por isso, ainda não tomou conhecimento do reajuste do piso.
Apesar disso, disse que a bancada pode apresentar uma emenda almejada pelos representantes sindicais, que concederia 8,8% de correção (a média dos acordos coletivos de 2016). "É um absurdo pagar menos que a inflação", comentou Stela. 
Mesmo depois de cumprida a missão dos parlamentares na semana que vem, a votação do piso depende da desobstrução da pauta - trancada pelos vetos e projetos do pacote de reestruturação do Estado que não foram votados em dezembro do ano passado.
Segundo o líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza (PMDB), o Piratini vai decidir se retira o regime de urgência dos projetos do pacote semana que vem, depois das reuniões entre Sartori e representantes do governo federal sobre as contrapartidas do Rio Grande do Sul para ingressar no Regime de Recuperação Fiscal.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia