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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de março de 2017. Atualizado às 22h35.

Jornal do Comércio

Opinião

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ARTIGO

Notícia da edição impressa de 02/03/2017. Alterada em 01/03 às 19h47min

O lucro do Banrisul e a incoerência

Francisco Lazaro Peixoto da Silva
Quando foi noticiado que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havia sugerido a venda do Banrisul como parte do acordo de ajuda do governo federal para o Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (PMDB) correu para desmentir: o Banrisul não está à venda porque dá lucro, disse ele. Esta posição vem sendo reforçada tanto por outros integrantes do governo, como o secretário-geral de Governo, Carlos Búrigo (PMDB), quanto por deputados de sua base aliada, como Frederico Antunes (PP), Vilmar Zanchin (PMDB) e Gilberto Capoani (PMDB).
Certamente é um alívio que nossos governantes e seus correligionários tenham entendido que o lucro obtido pelas empresas estatais é importante para as finanças do Estado. Este lucro é repassado, em parte e na forma de dividendos, ao acionista majoritário, o Estado, ajudando-o no pagamento dos salários de professores, policiais, médicos e enfermeiros ou, ainda, em importantes investimentos em infraestrutura.
Esperamos que agora eles também entendam que não é apenas o Banrisul que dá lucro. É o caso ainda da CEEE, da Sulgás e da CRM, cujos projetos de privatização ainda estão em tramitação na Assembleia. E é o caso também da Corag, cuja extinção foi autorizada pela Assembleia Legislativa, apesar do lucro médio anual de R$ 9 milhões e de ter repassado R$ 55 milhões aos cofres do Estado nos últimos cinco anos. Todos os serviços prestados por estas empresas estatais passarão para a mão da iniciativa privada, que poderá cobrar tarifas maiores, aumentando o custo destes serviços para o Estado.
Entendemos que o lucro do Banrisul é importante para o Estado. Mas o lucro da Corag, da CEEE, da Sulgás, da CRM e de todas as outras estatais também é importante para os cofres públicos. A extinção e a privatização de estatais rentáveis está longe de ser uma solução para a crise financeira que atinge o Rio Grande do Sul.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas/POA
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