Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sábado, 25 de março de 2017. Atualizado às 14h48.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

relações internacionais

Alterada em 25/03 às 14h50min

EUA cobram maior pressão da União Europeia sobre a Coreia do Norte

A União Europeia pode fazer mais para aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte, como parte de uma estratégia global para pressionar Kim Jong Un a reduzir seus programas nucleares e de mísseis, disse Wendy Sherman, principal negociadora dos Estados Unidos no acordo nuclear feito com o Irã.
Sherman, que também foi coordenadora de política do ex-presidente Bill Clinton para a Coreia do Norte de 1997 a 2001, disse que o programa de armas do país asiático é o principal desafio de segurança enfrentado pelo governo Trump.
Depois de uma série de testes com mísseis e nucleares nos últimos meses, há receios crescentes de que a Coreia do Norte tem um programa para aperfeiçoar a tecnologia de armas para ameaçar diretamente os EUA no futuro.
Falando no encontro de política externa do Fórum de Bruxelas, Sherman disse que os EUA e seus parceiros internacionais, em várias ocasiões, tentaram pressão militar e diplomática, sanções e negociações para acabar com o acúmulo nuclear da Coreia do Norte. Mas ela disse: "Nós nunca tentamos tudo ao mesmo tempo e isso é necessário hoje. Temos que fazer Kim Jong Un entender que ele tem uma escolha, entre ter armas nucleares ou seu regime", disse ela.
Como parte disso, Sherman disse que os EUA devem sustentar seus planos de defesa antimíssil para a Coreia do Sul, apesar das preocupações chinesas. Ela disse que o governo Trump deve conversar com a China para abordar suas preocupações sobre um conflito na região. E ela disse que os EUA precisavam focar outros atores globais no desafio.
"Penso que a UE pode se envolver muito mais, inclusive no que diz respeito aos direitos humanos, mas também no endurecimento das sanções e no encerramento das relações financeiras e bancárias que a Coreia do Norte tem em torno do mundo."
Sherman deu as boas-vindas à iniciativa europeia que recentemente excluiu três bancos estatais norte-coreanos da Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias, o serviço de mensagens financeiro mais importante do mundo.
Além das amplas sanções das Nações Unidas, a UE diminuiu unilateralmente os seus investimentos, trocas comerciais e relações financeiras com a Coreia do Norte nos últimos 18 meses.
No entanto, a maioria dos países da UE mantém relações diplomáticas com a Coreia do Norte e ainda existem laços bancários e comerciais.
Na terça-feira, durante uma visita a Bruxelas pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que o bloco estava considerando novas sanções contra Pyongyang.
Em uma visita à Coreia do Sul na semana passada, o Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, endureceu a abordagem dos EUA à Coreia do Norte, descartando conversas diretas e aumentando a opção de um ataque preventivo. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia