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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de março de 2017. Atualizado às 01h24.

Jornal do Comércio

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Transporte público

Notícia da edição impressa de 29/03/2017. Alterada em 28/03 às 21h54min

Comtu aprova tarifa de R$ 4,05 para a passagem

Estudantes secundaristas de Porto Alegre promoveram manifestação contra o aumento no preço da tarifa

Estudantes secundaristas de Porto Alegre promoveram manifestação contra o aumento no preço da tarifa


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Como já é tradicional em Porto Alegre, os primeiros meses do ano trazem aumentos em alguns serviços. Na manhã de ontem, o Conselho Municipal dos Transportes Urbanos (Comtu) aprovou, em votação realizada na sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o valor de R$ 4,05 da tarifa dos ônibus, um aumento de 8% com relação ao preço atual, de R$ 3,75. A decisão foi encaminhada ao prefeito Nelson Marchezan Júnior e, se aprovada, deve entrar em vigor nos próximos dias.
De acordo com a prefeitura, a tarifa segue o contrato firmado a partir da licitação do transporte coletivo, realizada em 2015, e é composta por despesa de pessoal, variáveis (combustível, lubrificantes, pneus e recapagem), lucro (remuneração de capital e serviço), depreciação de capital (renovação da frota), manutenção da frota, tributos e despesas administrativas. Os usuários que possuem créditos ou abastecerem o cartão TRI antes da nova passagem terão 30 dias para utilizar o valor de R$ 3,75.
O valor também depende diretamente do número de passageiros transportados e da quilometragem rodada pelos veículos. De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, de 2015 para 2016, a média mensal de pagantes transportados diminuiu, enquanto a média mensal de quilômetros permaneceu inalterada.
Embora já tenha dito anteriormente que o valor de R$ 4,05 é insuficiente, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) não pretende contestar a decisão do Comtu, caso sancionada pelo prefeito. Para as empresas, o ideal seria que a passagem subisse para R$ 4,26.
Em coletiva de imprensa, o PSOL já garantiu que entrará, até segunda-feira, com ação judicial pedindo revogação da decisão. A vereadora Fernanda Melchionna também caracterizou como "absurda" a tentativa da prefeitura de responsabilizar o partido pelo prejuízo das empresas, estimado em R$ 5 milhões, com o congelamento do valor da tarifa em 2016. A medida foi garantida por ação judicial e retardou o aumento tarifário em 33 dias. "O PSDB não vai nos intimidar com tentativas de tentar culpabilizar aqueles que garantiram um papel fiscalizatório que a prefeitura, por óbvio, não fez, nem nas administrações anteriores, que tinham a mesma lógica de conceder aumentos ilegais", declarou. 
O deputado estadual Pedro Ruas afirmou que a prefeitura "errou feio" na forma inusitada de se defender, uma vez que considera o partido responsável pelas perdas financeiras tidas pelos empresários de ônibus. Ruas lembrou que a decisão foi tomada pelo Judiciário, e não pelos proponentes da ação popular, conforme estudado "nos bancos acadêmicos de qualquer faculdade de Direito no mundo."
A votação também provocou uma manifestação de estudantes secundaristas. Grupos de várias escolas saíram da avenida Loureiro da Silva e foram até a sede da EPTC, na rua João Neves da Fontoura. Depois, seguiram pelas avenidas Ipiranga, Érico Veríssimo e João Pessoa em direção à prefeitura da Capital.
 
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