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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de março de 2017. Atualizado às 01h24.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 29/03/2017. Alterada em 28/03 às 23h46min

Hospital Restinga terá novos serviços ainda neste ano

Aberto em julho de 2014, local ainda não atingiu pleno funcionamento

Aberto em julho de 2014, local ainda não atingiu pleno funcionamento


JONATHAN HECKLER/JC
Isabella Sander
O secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, revelou ontem que um novo convênio a ser assinado na metade de 2017 permitirá a ampliação dos serviços oferecidos pelo Hospital Restinga e Extremo-Sul (HRes). Ainda não é possível, contudo, determinar quais alas serão abertas. A negociação envolve Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ministério da Saúde (MS) e o Hospital Moinhos de Vento (HMV), administrador do HRes.
O acréscimo de novos tipos de atendimento no hospital depende de verbas do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do governo federal. "Temos vigente um contrato de seis meses e, depois, faremos um convênio de maior duração relativo ao HRes. Isso é prioridade, porque o serviço ali é fundamental para a região", aponta Harzheim.
Inaugurado em julho de 2014, até hoje o estabelecimento não atingiu seu pleno funcionamento. O Bloco Cirúrgico e a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ainda estão fechados, devido à falta de repasses federais. "Estamos orgulhosos de ter investido, com recursos do Proadi-SUS e de isenções filantrópicas, mais de R$ 150 milhões em um sistema de saúde que acreditamos que fará diferença para a população da Restinga e do Extremo-Sul", avalia o superintendente executivo do HMV, Mohamed Parrini. Entre 2013 e 2015, o número de óbitos anuais da região caiu 22,4%, de 568 para 504. Entre crianças com menos de um ano, a redução foi de 24 para 16 mortes.
Em palestra no evento Grand Round, do HMV, o secretário municipal de Saúde enfatizou a precariedade da saúde da Capital, tão grave que exige medidas que não podem esperar a situação financeira estar menos crítica. "Por ser capital, Porto Alegre tem uma participação importante na saúde do Rio Grande do Sul, e precisa ter uma relação com os outros municípios até maior do que a existente atualmente, em alguns serviços", defende.
Na opinião de Harzheim, o Sistema Único de Saúde (SUS) criou "cercas" em cada um de seus serviços, que funcionam como clubes. "Hospitais que teriam capacidade para atender 3 mil pessoas por mês acabam atendendo 700, porque são aquelas que já conseguiram entrar. O sistema está tão invertido que uma pessoa bate em uma porta do SUS e dizem para ela que é a porta errada. Os usuários são ditos como os errados, enquanto os errados somos nós", aponta.
Um exemplo disso é a quantidade média de atendimentos a pacientes novos que os Centros de Atendimentos Psicossociais (Caps) realizam mensalmente: 18. "Isso mostra que a porta deles não está aberta. O serviço se fecha em si, as cercas formam seus clubes. Por opção ou situação de vulnerabilidade social, muitas pessoas ficam de fora. Quando o cidadão pensa em acessar o serviço, ele precisa ser puxado. É por essa dificuldade que temos problemas tão graves de sífilis congênita e tuberculose, por exemplo", salienta o secretário.
A abertura de Unidades Básicas de Saúde (UBS) até as 22h, e não até as 18h, pretende reduzir um gargalo no qual os usuários, ao não serem atendidos na atenção primária, procuram serviços de maior complexidade, como os pronto-atendimentos. "Não tem sentido investir em unidades de pronto-atendimento para atender 75% de pacientes com casos sem gravidade. O que precisamos é priorizar a atenção primária", afirma Harzheim. O secretário já adianta que o registro de atendimentos será menor do que o de meses anteriores até abril, mas que, devido à reorganização promovida pela SMS, a partir de maio, voltará a aumentar.
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