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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de março de 2017. Atualizado às 11h56.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 16/03/2017. Alterada em 17/03 às 11h59min

Operação Avante 2017 focará roubo e latrocínio

Reforço ficará na Capital até junho, quando 1.060 policiais concluem curso

Reforço ficará na Capital até junho, quando 1.060 policiais concluem curso


CLAITON DORNELLES/JC
Isabella Sander
Visando principalmente ao combate a homicídios, latrocínios e roubos de carros em Porto Alegre, a Operação Avante 2017 foi lançada ontem no parque Marinha do Brasil, com a entrega de 200 escopetas calibre 12 e 47 fuzis 5.56, no valor de R$ 40 milhões. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) estima em 600 Policiais Militares (PMs) trazidos para a Capital para incrementar as atividades, sendo cerca de 200 oriundos dos Batalhões de Operações Especiais (BOEs) de Passo Fundo, Santa Maria e Porto Alegre, 200 de outras cidades do Interior e 200 da Força Nacional.
O efetivo retirado do Interior será compensado com o retorno dos policiais que estavam no Litoral para a Operação Golfinho, e através de pagamento de horas extras para os que ficaram nos municípios. Segundo o comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Andreis Dal'Lago, serão gastos R$ 6 milhões mensais em horas extras e diárias, de orçamento próprio da corporação. Isso representa cerca de 30% do repasse mensal para a BM.
"Temos escassez de material e pessoal, o que nos obriga à criatividade. Em janeiro e fevereiro, não era possível reforçar o efetivo em Porto Alegre, devido à atuação nas praias, mas agora é. Em comparação com o segundo semestre de 2015, no mesmo período do ano passado, conseguimos reduzir sete indicadores, mas dois aumentaram e um se manteve. Um dos que aumentou foi o homicídio, então estamos lançando essas ações", explica o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer.
O secretário mencionou o caso de um jovem de 20 anos morto em assalto na terça-feira, no bairro São Geraldo, às 22h30min - foi o oitavo latrocínio do ano na Capital. "Imagino a dor que o pai e a mãe estão sentindo. Para cada crime desses, me sinto pessoalmente atingido. Infelizmente é mais um, mas não é só mais um, é um ser humano, um jovem no vigor de sua idade que foi morto. Quero dizer a esse pai que estamos cada vez mais empenhados em combater o crime, para que não se repita", destaca.
Como melhorias, Schirmer mencionou a autorização do governador José Ivo Sartori para realização de concurso público para Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). "Nosso orçamento foi aumentado em 20%, a única pasta que recebeu esse incremento, e cerca de 2 mil pessoas foram nomeadas", ressalta.
O coronel Dal'Lago explica que a Operação Avante se dará em três eixos: visibilidade e percepção do crime, melhoria no atendimento pelo Disque 190 e repressão qualificada. "Além da presença da corporação, faremos uma abordagem qualificada."
O reforço dos 600 PMs se dará até junho, quando 1.060 agentes terminam seu curso de formação e podem começar a atuar nas ruas. "Até lá, não dava para esperar", explica Schirmer, prometendo que 2017 será o início da mudança na segurança pública. "Vivemos uma degradação. Mas outros países já passaram por isso, enfrentaram e ganharam a guerra. Vamos fazer isso também", garante.
 

Exército realiza exercícios de policiamento na Redenção

Como ocorre regularmente, o Exército realizou ontem um exercício de policiamento no Parque da Redenção (Farroupilha) e no bairro Serraria. A ação foi anunciada pela prefeitura de Porto Alegre como uma adesão oficial da tropa ao grupo de trabalho integrado na segurança do local, formado por Brigada Militar, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Guarda Municipal e associações de bairro.
A oficialidade da circunstância, entretanto, foi negada pelo coronel Newton Cleo Bochi, assessor do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul. "Não há novidade nisso. Fazemos exercícios da lei e da ordem para adestrar a equipe para trabalhar junto com os outros órgãos e dar sensação de segurança, para o caso de o presidente eventualmente solicitar o uso das tropas", justifica.
Para atuar em policiamento ostensivo, o Exército precisaria de uma autorização formal do presidente da República, como ocorre em grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e ações de pacificação, como no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Se a tropa se depara com algo de ilícito acontecendo, tem o poder que qualquer cidadão tem, de intervir e chamar a Brigada Militar. Por isso, quando os exercícios acontecem, a equipe precisa estar acompanhada de policiais ou guardas municipais.
O presidente da Associação dos Amigos do Parque Farroupilha, Roberto Jakubaszko, considera que, apesar da impossibilidade de atuação do Exército em ações policiais, a presença da tropa aumenta a sensação de segurança. "A situação da segurança é uma chaga no mundo de hoje e é especialmente ruim na Redenção. Por isso, nos deixa muito felizes ver o Exército por aqui, especialmente a polícia montada. Se forem colocadas quatro duplas a cavalo, a segurança será total no parque", observa.
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