Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 13 de março de 2017. Atualizado às 17h03.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Transporte

Alterada em 13/03 às 17h06min

Empresas não pagarão reajuste sem aumento de ônibus em Porto Alegre

Empresas sugerem demora na definição do aumento, e rodoviários avisam que vão à Justiça

Empresas sugerem demora na definição do aumento, e rodoviários avisam que vão à Justiça


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Patrícia Comunello
As empresas de ônibus urbanos de Porto Alegre não vão reajustar os salários dos empregados enquanto não ocorrer o aumento das passagens do transporte coletivo na Capital. A definição ainda depende de análise do Tribunal de Contas (TCE). Depois a proposta da tarifa será feita pelo município e encaminhada ao Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu), a quem cabe votar o novo valor.
Em nota, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) comunicou a medida que atinge o reajuste de 5,5% mais atualização de outras vantagens, como novo valor do vale refeição. "Isso significa que está suspensa, por tempo indeterminado, a reposição de 5,5% nos salários e o aumento para R$ 25,00 no vale-alimentação, entre outros itens", avisou a ATP. 
O diretor executivo da entidade, Gustavo Simionovschi, alega que o pedido de revisão da tarifa foi feito há 13 dias e que a EPTC deveria fazer o cálculo da passagem e encaminhar para análise do Comtu. "Até o momento não há previsão de quando o órgão gestor fará o encaminhamento, o que só agrava a situação financeira crítica das empresas de ônibus", justificou Simionovschi. A associação ainda diz que o "processo tarifário sempre teve um caminho definido, passando por EPTC, Comtu e prefeito, o que não está ocorrendo neste ano". As empresas alegam prejuízo de R$ 100 milhões desde que começaram a vigorar os novos contratos após a licitação do serviço.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Porto Alegre, Adair da Silva, diz que o cumprimento do acordo não tem nenhuma relação com o aumento da passagem. "O acordo foi protocolado no Ministério do Trabalho e já está valendo. Para pedir o aumento à prefeitura, as empresas precisam ter este protocolo", explica Silva. "Se não pagarem, vamos à Justiça. Como assinam e diz que não vão pagar? É como comprar algo em uma loja e não pagar!", adianta o presidente do sindicato. "A briga é com a prefeitura e as empresas. Tarifa é com eles.  
O reajuste de 5,5% foi aprovado em assembleia em 24 de fevereiro. No dia 2, houve a formalizado e enviado para protocolo no Ministério do Trabalho, superintendência no Estado. Depois, a ATP enviou proposta para elevar de R$ 3,75 a R$ 4,26. A prefeitura deve trabalhar com tarifa em R$ 4,05. O TCE deve fazer inspeção especial sobre a tarifa.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia