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Porto Alegre, quinta-feira, 02 de março de 2017. Atualizado às 23h47.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 03/03/2017. Alterada em 02/03 às 20h28min

Unidades de saúde já tiveram 11 casos de violência em 2017

Pronto Atendimento da Bom Jesus fechou por 24 horas após tiroteio

Pronto Atendimento da Bom Jesus fechou por 24 horas após tiroteio


ELIO BANDEIRA/Simers/
Apesar de apenas 61 dias terem se passado desde o início do ano, 2017 tem preocupado entidades devido à alta incidência de casos de violência envolvendo unidades de saúde no Rio Grande do Sul. Até o momento, segundo levantamento o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), foram 11 ocorrências dentro ou nos entornos de postos de saúde e hospitais, sendo seis em Porto Alegre e cinco no Interior.
No mesmo período de 2016, somente dois casos foram registrados, ambos na Capital. Desde 2014, houve 73 casos de violência no setor, sendo 48 em Porto Alegre. O Simers defende a instalação de detectores de metais nos acessos aos ambientes. "Claramente, o Estado perdeu o controle da situação. Hoje, o médico que sai de casa para salvar vidas não sabe se retorna para abraçar os filhos", observa o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes.
A situação mais recente aconteceu em Novo Hamburgo, onde Wellington Jean Brito Bandeira estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Municipal, e foi executado a tiros. Conforme a Fundação de Saúde Pública do município, três homens armados ingressaram no estabelecimento pela portaria principal. Um dos indivíduos permaneceu no local, e os outros dois se dirigiram ao quarto, onde efetuaram os disparos e fugiram. As visitas ao hospital foram canceladas pelo resto do dia.
"A Fundação de Saúde salienta que já está em curso um projeto de segurança, com o objetivo de inibir estas e outras ações, a fim de manter a segurança de funcionários e pacientes", garante a entidade em nota.
 

Mesmo com efetivo limitado, Guarda Municipal de Porto Alegre intensifica atuação em situações de crise

Suzy Scarton
Casos de violência no entorno de postos de saúde se tornaram frequentes na Capital, o que deixa a população em alerta. No último domingo, um tiroteio provocou o fechamento do Pronto Atendimento (PA) da Vila Bom Jesus, na zona Leste, por mais de 24 horas, causando pânico entre funcionários e pacientes. Depois do episódio, a Guarda Municipal foi chamada para reforçar a segurança no local. No ano passado, incidentes semelhantes ocorreram no Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, no bairro Santa Tereza.
Considerando o novo caso, o vereador André Carús (PMDB) protocolou, na quarta-feira, um pedido de informação na Câmara Municipal a respeito da segurança oferecida pela prefeitura nos postos de saúde. O parlamentar pediu que a Guarda Municipal divulgue as escalas do efetivo e das viaturas do órgão nos postos. "São diversas as reclamações sobre falta de segurança que chegam até mim", comenta o vereador.
Responsável por garantir a segurança de locais públicos, como postos de saúde e escolas da Capital, a Guarda Municipal promove o revezamento de viaturas para a cobertura diária, tanto no Postão da Cruzeiro, como é chamado, como no PA da Bom Jesus. No entanto, o escasso efetivo não permite que viaturas estejam sempre à disposição dos estabelecimentos. O subcomandante interino da Guarda Municipal, Everton Silva, explica que há 13 viaturas para atuação em toda a cidade. "Temos 693 agentes. Não conseguimos suprir a permanência integral, mas fazemos o possível", afirma.
Em casos como o de domingo, garante prioridade para os postos de saúde. "Em situações de crise, quando um baleado dá entrada no posto, por exemplo, intensificamos a atuação e permanecemos no local até que esse indivíduo seja encaminhado para outros locais", explica Silva. Ultimamente, essas ações ocorrem com bastante frequência nos dois postos e no PA da Lomba do Pinheiro.
A permanência de viaturas já é reconhecida como prioridade pelo órgão. "Na Vila Bom Jesus, realizamos cerca de oito rondas durante a noite. Uma das nossas bases fica ao lado do PA da Bom Jesus. No Postão, duas viaturas permanecem no local das 18h às 4h, os horários mais críticos. Depois, volta o revezamento", ressalta Silva, afirmando que "a Guarda dá suporte suficiente considerando o que pode fazer". O subcomandante argumenta, no entanto, que a questão estrutural dos postos precisa ser discutida com a Secretaria Municipal de Saúde. Procurada pela reportagem, a pasta disse que, na verdade, quem se manifesta sobre o assunto é a própria Guarda Municipal.
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