Rodrigo Silveira, gerente de Marketing das Tintas Renner Rodrigo Silveira é gerente de marketing da marca há aproximadamente um ano Foto: CLAITON DORNELLES/JC

Tintas Renner aposta em novas mídias

Rodrigo Silveira tem 37 anos e é graduado em Direito e pós-graduado em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. Trabalha, há quatro anos, na Pittsburgh Plate Glass Company (PPG) e está há um ano como gerente de marketing da Tintas Renner. Nesta entrevista, durante participação em um evento do Jornal do Comércio, fala sobre a relação da Tintas Renner com as plataformas digitais. O destaque fica por conta da parceria com o canal do YouTube Não é Mah Ideia!, criado pela jornalista Maysa Bonissoni.
Geração E - Como foi o processo com o Não é Mah Ideia!?
Rodrigo Silveira - A gente descobriu a youtuber, que estava iniciando com o canal e já havia tido contato com nosso produto e ficado muito satisfeita. Fizemos uma reunião para tirar dúvidas técnicas e dar dicas, e a parceria nasceu dessa maneira natural. Hoje, ela é muito antenada no lance de tendência, de cor, e nós entramos com as nossas sugestões, com as nossas opiniões e com a tecnologia. Acho que é a grande magia, une o útil ao agradável. Começou pequeninho ali, ela já estava usando, nos propôs a parceria e perguntamos o que ela precisava. Ela precisava das dicas técnicas, de produtos, coisas diferentes. Começamos assim, e foi crescendo até a gente chegar na TV. Hoje, aos sábados, às 10h30min, a gente tem os episódios na TV Bandeirantes. A ideia é conseguir segmentar, conseguir outros influenciadores digitais, outros youtubers, ter pintor fazendo isso, ter lojista participando, para que possamos criar um grande canal de comunicação com os nossos consumidores e parceiros usando esse conteúdo digital.
GE - Em que momento a Tintas Renner se deu conta que era hora de apostar em conteúdos digitais?
Rodrigo - No ano passado, começamos reformulando nosso site, que já estava ultrapassado. Tínhamos como uma das iniciativas necessárias melhorar nossas plataformas digitais. Passamos a ter uma agência nova para comunicação on-line, que é quem nos ajuda em geração de conteúdo, de Facebook, Instagram. Aí, acabou vindo a plataforma do YouTube. Então, desde o começo de 2016, a gente tem olhado com mais carinho e apostado mais nas plataformas digitais.
GE - E vocês já sentem um retorno?
Rodrigo - Já. A interação com o nosso público mudou de maneira quantitativa e qualitativa também. As respostas são mais rápidas, a interação é mais constante, tem mais pessoas que acabam interagindo conosco por conta disso. E, assim, virou uma via de mão dupla. A gente acaba sendo acessado lá na fábrica e acaba dando esse retorno. Estamos criando um relacionamento com esse cliente, viramos amigos virtuais, parceiros virtuais, e a relação está muito mais sólida do que era no passado. E acho que esse é um caminho sem volta, vai ser cada vez mais forte. É uma mídia que a gente vai cada vez mais usar e vai tentar solidificar essa estratégia para os próximos anos.
GE - Como é essa relação comercial com os influenciadores digitais no geral e no Não é Mah Ideia!?
Rodrigo - Na realidade, hoje a gente tem uma parceria maior, não é um patrocínio. Porque não faz muito sentido patrocinar o cara para ele colocar no canal dele. A ideia é que seja algo genuíno. Já usava o produto, já gostava da marca e aí, quando surgiram as primeiras reuniões, por conta de dúvidas técnicas ou o que é que ela poderia usar como produto, surgiu a parceria. O que é que eu posso fazer para ajudar? Pode me dar bagagem técnica, explicar como funciona, explicar sobre novas tecnologias e me ajudar com produto. E foi um prazer enorme. A ideia é que não seja o lance do patrocínio, estar usando porque você paga. Primeiro, o influenciador tem que entender o conceito da empresa, qual é a nossa visão. E tem que ter muito a ver com o que ela quer passar. Algo muito genuíno: gostar do produto, do sistema e desejar ter uma convergência muito grande de opiniões do que eu quero oferecer como empresa, como solução, com o que ela crê que possa ser legal para o leitor, consumidor, assinante, ouvinte.
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