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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 00h11.

Jornal do Comércio

Esportes

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libertadores

Alterada em 09/03 às 00h18min

Palmeiras supera expulsão e arranca empate na estreia pela Libertadores

Empate fora de casa é, sim, um resultado maiúsculo mesmo em um primeiro jogo da fase de grupos da Copa Libertadores. Ainda mais para quem fez nesta quarta-feira a estreia, teve de atuar durante 70 minutos com um a menos e conseguiu segurar o 1 a 1. Por isso, o Palmeiras sai fortalecido da Argentina, onde mostrou concentração para superar dificuldades diante do Atlético Tucumán.
O time brasileiro com 17 participações na competição controlou com sabedoria o ímpeto e a pouca técnica do adversário calouro em competições continentais. A partida teve indícios de tragédia pela expulsão de Vitor Hugo no primeiro tempo, porém, terminou com resultado expressivo e justo.
O jogo inaugural forçou o Palmeiras a vivenciar de uma vez só quase todas as adversidades de uma Libertadores. Como em uma espécie de batismo, foi preciso maturidade para superar expulsão, conter a ira com o árbitro e administrar a pressão de um estádio lotado. O atual campeão brasileiro só não teve dessa vez a temida altitude.
A aguardada estreia do Palmeiras teve ciclos de otimismo, revolta, desespero e alívio. Tudo isso apenas no primeiro tempo. Em condições normais, como as vividas nos 20 primeiros minutos, o Palmeiras seria o favorito, por ter muito mais técnica e exibido paciência crescente para tocar a bola e ameaçar um adversário dedicado em impor velocidade e muita briga para chegar ao gol.
Mas quase nunca a Libertadores envolve condições normais. Por isso, o otimismo palmeirense desmoronou aos 21 minutos, quando Vitor Hugo foi expulso. O zagueiro levou dois cartões amarelos em sequência ao cometer faltas no campo de ataque. A revolta do time com o árbitro durou pouco, porque logo depois o Tucumán saiu na frente, com um gol de Zampedri, aos 24 minutos.
Naquele instante, o Palmeiras trocou a raiva pelo abatimento. Tinha um a menos, perdia o jogo e pela lógica, teria menos chances de igualar, pois o técnico optou por tirar Michel Bastos para reforçar a defesa com Antônio Carlos. O time levou minutos para se acalmar, até recuperar a tranquilidade em uma falta na área. Keno completou para empatar, aos 39.
O segundo tempo se apresentou como um desafio completo ao Palmeiras. Era um teste prematuro da tradução do que pode se esperar de uma Libertadores, pois era necessário domar o ímpeto do Tucumán, eufórico estreante em competições internacionais, e ao mesmo tempo ser inteligente para, com um jogador a menos, conseguir levar perigo.
Para o bem do Palmeiras, o tempo avançou na etapa final sem grandes sustos. O Tucumán era limitado demais para ameaçar, enquanto o time paulista foi seguro para conter o adversário e competente para conseguir boas investidas.
Uma pena foi ter Borja em noite ruim. O colombiano teve três boas chances durante o jogo e não aproveitou. Ainda assim, não é motivo para reclamar. A atuação palmeirense é digna de deixar a torcida otimista.
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