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Feira

08/03/2017 - 13h38min. Alterada em 19/02 às 12h16min

Mulheres participam mais de decisões da propriedade

Público feminino visita em peso o parque da Cotrijal e participa das decisões na hora de comprar

Público feminino visita em peso o parque da Cotrijal e participa das decisões na hora de comprar


PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
Pode ser o Dia Internacional da Mulher, mas que a ala feminina das propriedades rurais de todos os portes está bem presente na Expodireto 2017 é só dar uma rápida passeada em meio a milhares de visitantes que lotam o parque da Cotrijal, em Não-Me-Toque. Nos dois primeiros dias, o a organização estimou em 52 mil visitantes. Esta quarta-feira (8) e quinta-feira (9) são considerados os dias de maior fluxo. A expectativa é chegar a 250 mil até sexta-feira, fim de evento. 
Pode ser o Dia Internacional da Mulher, mas que a ala feminina das propriedades rurais de todos os portes está bem presente na Expodireto 2017 é só dar uma rápida passeada em meio a milhares de visitantes que lotam o parque da Cotrijal, em Não-Me-Toque. Nos dois primeiros dias, o a organização estimou em 52 mil visitantes. Esta quarta-feira (8) e quinta-feira (9) são considerados os dias de maior fluxo. A expectativa é chegar a 250 mil até sexta-feira, fim de evento. 
As mulheres chegam de diversos municípios e de todas as idades, muitas com filhos a tiracolo. Um dos alvos é a área de máquinas, e as chefes de família garantem que opinam cada vez mais sobre o rumo da lavoura. "Se a propriedade é familiar, a decisão é familiar", diz Andreia Fiorese, que estava com o marido Evandro e a filha Pietra conferindo novidades de máquinas. Andreia diz que está sempre buscando informação, admite que a área técnica exige mais, mas hoje o modelo é parceria dentro de casa. Ela e a filha cuidam da produção leiteira, mas estão atentas aos rumos da produção de grãos, que é baseada em soja e trigo. Pietra estuda veterinária e vai também se dedicar à atividade.       
De olho no pequeno Murilo e outro em uma colheitadeira gigante, Lisiane Klein disse que o marido ficou em casa trabalhando e ela que foi à Expodireto nesta quarta conferir as novidades. "Parece uma nave espacial", define Lisiane diante da supermáquina. A agricultora de Santo Antonio do Planalto diz que a tecnologia colabora para as mulheres estarem mais ativas nas decisões e no uso dos equipamentos.
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 Agricultora Lisiane Klein diz que as máquinas estão mais adaptadas às mulheres 
"Olha ali. A placa diz: 'tem até piloto automático'. Dá para pilotar até quem não sabe (risos)", aponta Lisiane. Para ela, cabine fechada, com ar condicionado e mais conforto estão abrindo porteira para a mão de obra feminina. "Antes não tinha, era tudo mecânico. Sem cabine, vinha aquele poeirão na gente (risos). Sabe né, mulher se arruma mais", descreveu a mãe de Murilo.       
O Serviço nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com estande em Não-Me-Toque, reforça a ascensão feminina. Já são 56% do público dos cursos anuais. Na área de aprendizado para lidar com tecnologias, o instrutor do curso de agricultura de precisão Marcos Haerter diz que filhas de agricultores e produtores também aumentam a presença nas turmas. "Já são 30% e algumas vezes 40% dos alunos", estima o instrutor.