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Porto Alegre, domingo, 02 de abril de 2017. Atualizado às 22h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 03/04/2017. Alterada em 02/04 às 18h16min

Tarifa de luz terá bandeira tarifária vermelha neste mês

Acréscimo na conta será de R$ 3,00 a cada 100 KWh consumidos

Acréscimo na conta será de R$ 3,00 a cada 100 KWh consumidos


MARCO QUINTANA/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Em abril, os consumidores de energia elétrica vão pagar R$ 3,00 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Neste mês vai vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que é usada quando é preciso acionar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas.
É a primeira vez neste ano que a bandeira vermelha é ativada. Em março, a bandeira tarifária em vigor foi a amarela, com adicional de R$ 2,00 para cada 100 kWh e, anteriormente, a bandeira era a verde, sem custo extra para o consumidor.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no País. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Chuvas devem ficar em 68% da média histórica em abril, mostra relatório do ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que o Brasil enfrentará mais um mês de chuvas abaixo da média histórica. Isso provocará novas quedas no armazenamento de água dos reservatórios de quase todas as hidrelétricas do País, embora ainda estejamos no chamado período úmido, em que se registra chuvas mais volumosas que normalmente contribuem para a ampliação da armazenagem antes da chegada do período seco, no inverno.
O Sudeste, que concentra a maior capacidade de armazenamento do País, registrará em abril uma Energia Natural Afluente (ENA) de 68% da média histórica para o mês, levando os reservatórios da região a chegar no fim do período com 40,5% de sua capacidade, 1 ponto percentual abaixo do verificado na quinta. Para o Sul, a ENA esperada é de 75% da média de longo termo (MLT). A região chegará ao fim do mês com uma Energia Armazenada de 41,7% da capacidade, ante os 44,3% anotado na quinta-feira.
Para o Nordeste, a previsão de afluências para abril é de apenas 22% da média histórica. Ainda assim, o armazenamento da região não será tão pressionado ao longo do mês e deve encerrar abril em 21,1% da capacidade, pouco abaixo dos 21,69% de quinta-feira. Para o Norte, a situação é melhor. O submercado, que registra vertimento em uma de suas usinas, deve ter afluências em 72% da MLT, levando ao aumento da armazenagem ao longo do mês, chegando a 66,1% da capacidade, ante os 65,2% de quinta.
A situação de armazenamento só não será pior porque o ONS prevê uma demanda mais fraca este mês. A projeção é de uma carga de 67.226 MW médios no Sistema Interligado Nacional, o que corresponde a um recuo de 1,4% frente o apurado em abril de 2016.
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