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Porto Alegre, sexta-feira, 31 de março de 2017. Atualizado às 08h24.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 31/03 às 08h30min

Petróleo opera em baixa, com realização de lucros após altas recentes

O petróleo opera em baixa nesta sexta-feira (31), após mostrar mais força anteriormente na semana, diante da queda na produção da Líbia e da redução nos estoques de gasolina e destilados nos Estados Unidos. As altas anteriores abriram espaço para realização de lucros.
O contrato do petróleo WTI para maio caía 0,60%, a US$ 50,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuava 0,62%, a US$ 52,80 o barril, na ICE, às 7h59min (de Brasília)
Os preços dos dois contratos da commodity avançaram cerca de 4% nas últimas três sessões, após na semana passada atingirem os níveis mais baixos desde o acordo impulsionado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir a produção de países do grupo e também de outros nomes importantes no setor, como a Rússia.
Analistas citaram a forte queda na produção da Líbia como um fator importante na recente alta dos preços após o campo Sharara, no oeste do país, ter oleodutos paralisados por uma milícia nesta semana, o que reduziu a produção da commodity líbias em um terço. Além disso, o relatório do Departamento de Energia dos EUA mostrou alta nos estoques de petróleo abaixo do esperado e queda acima da previsão nos estoques de gasolina e destilados, o que sugere que a demanda futura por petróleo deve aumentar.
"A produção líbia está crescendo, eles falavam sobre conseguir 1 milhão de barris por dia", afirmou Amrita Sen, analista-chefe de mercado da Energy Aspects. Agora, porém, Sen aponta que o país tem gerado menos de 500 mil barris por dia. A Líbia foi isenta dos cortes liderados pela Opep. O analista diz que os números dos EUA também foram positivos para os preços anteriormente.
A pressão sobre os preços hoje ocorre também por causa das dúvidas sobre os cortes comandados pela Opep. Investidores se questionam sobre a eficácia e a sustentabilidade do acordo, o que mantém os preços em uma faixa estreita durante boa parte do ano. Há ainda dúvidas sobre o nível de comprometimento com os cortes fora da Opep. "Existe ceticismo sobre a Rússia", afirmou Sen. Segundo ele, contudo, as exportações de maio do país devem ser bem menores que as do início deste ano.
Em entrevista a uma emissora de TV, o ministro da Energia russo, Alexander Novak, disse que seu país cortou a produção em 200 mil barris por dia e planeja fazer mais para cumprir seu acordo de reduzir a oferta em 300 mil barris diários.
O acordo de corte na produção vale no primeiro semestre deste ano, mas a Opep decidirá se amplia a vigência da iniciativa em sua reunião de 25 de março.
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