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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de março de 2017. Atualizado às 08h06.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 30/03 às 08h08min

Bolsas asiáticas fecham em baixa, diante de preocupações com liquidez na China

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, em parte influenciadas pelo fraco desempenho dos mercados chineses, que acumularam perdas pelo quarto pregão consecutivo em meio a preocupações com um recente aperto da liquidez financeira.
O Xangai Composto, principal índice acionário da China, recuou 0,96%, a 3.210,24 pontos. A queda do Xangai foi a maior em duas semanas e mais de 1.000 ações terminaram o dia no vermelho. Já o Shenzhen Composto, que é menos abrangente, sofreu um tombo de 1,97%, a 1.979,58 pontos.
O banco central chinês (PBoC) absteve-se hoje de operações no mercado aberto - instrumento utilizado para injetar liquidez financeira - pela quinta sessão consecutiva e, ao mesmo tempo, retirou 40 bilhões de yuans (US$ 5,8 bilhões) do sistema bancário.
"Investidores veem isso como um sinal de que o PBoC quer seriamente reduzir a desalavancagem", comentou Amy Lin, analista da Capital Securities. "A liquidez de curto prazo vai continuar relativamente restrita."
Embora o crescimento da China tenha ganhado força no primeiro bimestre, sustentado por investimentos e exportações mais fortes, há incertezas quanto à sustentabilidade dessa tendência, uma vez que o consumo permanece fraco.
Além disso, existe o risco crescente de novos calotes entre empresas chinesas, diante de esforços de Pequim para conter o surgimento de uma bolha de ativos.
Após o encerramento dos negócios na China, a agência oficial de notícias Xinhua informou que o presidente chinês, Xi Jinping, irá se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida, nos próximos dias 6 e 7.
No restante da Ásia, o sentimento foi predominantemente negativo, também na esteira do início formal ontem do chamado "Brexit", como é conhecido o processo de negociações do Reino Unido para se retirar da União Europeia. Embora já fosse aguardado, o Brexit, que deverá se estender por dois anos, tende a gerar cautela.
Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,80%, a 19.063,22 pontos, pressionado também por riscos iminentes, como futuras negociações comerciais do governo Trump com o Japão e a China e a eleição presidencial na França.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve queda de 0,37% em Hong Kong, a 24.301,09 pontos, enquanto o Taiex mostrou baixa marginal de 0,08% em Taiwan, a 9.848,15 pontos, e o sul-coreano Kospi caiu 0,11% em Seul, a 2.164,64 pontos, embora a Samsung Electronics tenha avançado 0,37% após lançar seu novo smartphone Galaxy S8 ontem em Nova Iorque e hoje na Coreia do Sul. A bolsa filipina foi exceção e o índice PSEi apresentou leve ganho de 0,12% em Manila, a 7.332.59 pontos.
Já na Oceania, a bolsa da Austrália manteve o tom positivo pelo quarto dia seguido e alcançou nova máxima em 23 meses, à medida que um avanço de mais de 2% do petróleo ontem impulsionou ações de petrolíferas locais. O S&P/ASX 200 teve valorização de 0,4% em Sydney, a 5.896,20 pontos, o maior patamar desde abril de 2015.
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