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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de março de 2017. Atualizado às 08h50.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

29/03/2017 - 08h55min. Alterada em 29/03 às 08h55min

Indicador de Incerteza da Economia Brasileira sobe 3,9 pontos em março ante fevereiro

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 3,9 pontos na passagem de fevereiro para março e chegou a 122,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (29).
"Mesmo com a economia dando sinais de recuperação e após uma evolução favorável do IIE-BR no primeiro bimestre do ano, os níveis de incerteza econômica são ainda muito elevados no Brasil, mostrando as dificuldades que a economia enfrentará ao sair de uma das maiores recessões da nossa história", avaliou o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O índice mensal passou a integrar o calendário de divulgações de indicadores econômicos do Ibre/FGV no fim de 2016. O IIE-Br é composto por três componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais a frequência de notícias com menção à incerteza; o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA, e o IIE-Br Mercado, baseado na volatilidade do mercado financeiro.
O aumento na incerteza registrado em março sucedeu dois meses de quedas no indicador: de -9,1 pontos em janeiro e de -8,5 pontos em fevereiro. A principal contribuição partiu do componente de expectativas de mercados. O IIE-Br Expectativa subiu 9,4 pontos, contribuindo com 2,4 pontos para o IIE-Br, puxado pelo aumento expressivo da volatilidade das previsões dos especialistas em relação ao preço futuro do câmbio.
"Alta incerteza atrapalha investimentos e afeta consumo, mesmo em momentos em que a taxa de juros da economia é baixa. Medidas econômicas paliativas colaboram para melhorar o ambiente de negócios, mas não serão suficientes para promover uma retomada do crescimento de forma sustentada. Para que os níveis de incerteza se reduzam consistentemente, colaborando assim para uma aceleração mais rápida da economia, serão necessárias medidas que sinalizem mudanças estruturais, como a aprovação das reformas da previdência e política", defendeu Ferreira.
Em março, o IIE-Br Mídia subiu 2,3 pontos, contribuindo com 2,0 pontos para o índice geral. O componente IIE-Br Mercado foi o único que registrou queda, de 0,5 ponto, mostrando que o mercado de capitais começa a ganhar mais confiança nas perspectivas de curto prazo para o País, apontou a FGV.
A coleta do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior ao dia 25 do mês de referência.
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