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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de março de 2017. Atualizado às 18h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 27/03 às 18h05min

Tensão com derrota de Trump no Congresso causa aversão ao risco e dólar sobe

O mercado de câmbio doméstico ainda digeriu nesta segunda-feira (27), a derrota de Donald Trump na sexta-feira passada. Com a possibilidade de que o presidente norte-americano não consiga cumprir tudo que prometeu, os investidores preferiram reduzir a exposição a risco e, nesse sentido, o real, que vinha performando bem nas últimas semanas, foi mais penalizado que outras moedas emergentes.
O dólar à vista no balcão terminou em alta de 0,55%, a R$ 3,1292, após atingir a máxima intraday de R$ 3,1396 (+0,88%). O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa hoje foi de US$ 1,372 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril avançava 0,67% por volta das 17h15, a R$ 3,1350. O volume financeiro somava US$ 14,089 bilhões.
A divisa norte-americana teve um desempenho misto hoje. Perdia terreno no horário acima em relação a moedas fortes, como o euro (-0,63%), o iene (-0,62%) e a libra esterlina (-0,78%). Ao mesmo tempo, as tensões com o governo Trump fizeram os investidores se afastarem de ativos de risco, o que prejudicou as moedas emergentes. Nesse sentido, o dólar subia 3,05% frente ao rand sul-africano, 0,86% na comparação com o rublo russo e 0,19% ante a lira turca. No caso do rand, a queda ocorre após o ministro de Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan, ser chamado às pressas de volta ao país, interrompendo uma viagem à Inglaterra e dando margem a especulações sobre uma eventual demissão.
Outro fator de pressão no mercado hoje foi a expectativa com o anúncio que o governo fará amanhã das medidas para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já disse que será preciso elevar impostos e que o governo deve recorrer a tributos existentes. Apesar de a equipe econômica ter dito que uma elevação do IOF sobre operações cambiais não está em estudo, esse ainda é um temor para os investidores. "Criar barreiras ao capital assustaria os investidores, pode ser um tiro no pé", comenta Rodrigues.
Entre os dados divulgados hoje, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,602 bilhão na quarta semana de março (20 a 26), de acordo com números divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em março, o saldo acumulado é de US$ 5,457 bilhões, enquanto no ano chega a US$ 12,736 bilhões.
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