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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de março de 2017. Atualizado às 08h27.

Jornal do Comércio

Economia

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Balanços

Notícia da edição impressa de 24/03/2017. Alterada em 24/03 às 08h30min

Receita líquida da Fras-le recuou 7% no ano passado

Devido à retração de vendas, a empresa manteve sua política de controle rígido dos custos operacionais

Devido à retração de vendas, a empresa manteve sua política de controle rígido dos custos operacionais


OBJETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Embora o mercado automotivo brasileiro tenha encolhido praticamente a metade no ano passado na comparação com 2015, a Fras-le manteve estável, com variação positiva de 0,7%, o faturamento bruto, que totalizou R$ 1,2 bilhão. Já a receita líquida consolidada, de R$ 812,7 milhões, foi 7% inferior na mesma base de comparação. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira.
O mercado doméstico gerou receita líquida de R$ 369,7 milhões, em queda de 13,8%. Segundo o relatório da diretoria da fabricante de materiais de fricção com sede em Caxias do Sul, o resultado teve forte impacto das vendas para clientes do segmento de montadoras e sistemistas, com recuo de 32,6%, para R$ 52,9 milhões. Na reposição, a queda foi de 9,6%, consolidando receita de R$ 316,8 milhões.
Já as vendas externas, que somaram R$ 443 milhões, ficaram 0,7% abaixo de 2015. O negócio representou 54,5% da receita líquida, três pontos acima do consolidado no exercício anterior. Em dólares, as exportações a partir do Brasil aumentaram 8%, para US$ 79,6 milhões. O resultado deu-se, principalmente, pelo fim dos bloqueios alfandegários no mercado sul-americano e pela recuperação das vendas em regiões que passaram por alguma instabilidade em 2015, como Europa, África e América Central.
Na soma das exportações com os negócios das operações localizadas em outros países, o faturamento chegou a US$ 126,8 milhões, apresentando retração de 6,2%. Deste total, US$ 47,2 milhões (após eliminações das vendas inter-company) são provenientes das unidades controladas.
Em razão da retração nas vendas, a empresa manteve a política de controle rígido dos custos operacionais em todas as unidades. Como os períodos de flexibilização e férias coletivas não foram mais suficientes para conter os efeitos do avanço da crise, a empresa se adequou ao novo tamanho de mercado, impactando fortemente nos níveis de emprego.
Ainda assim, o lucro bruto consolidado teve retração de 9,2%, atingindo R$ 232 milhões, com margem de 28,5%, declínio 0,7 ponto percentual. Já o lucro líquido evoluiu 23%, para R$ 64,3 milhões, em razão do superávit financeiro e do benefício fiscal de R$ 5,4 milhões sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio. A margem líquida consolidada encerrou o período em 7,9%, representando evolução de 1,9 pontos percentuais.

Projeção é de crescimento em 2017

Mesmo que 2016 tenha se encerrado com poucas alterações concretas no cenário econômico e político, gerando incertezas e insegurança para 2017, a diretoria da Fras-le se mantém otimista. As recentes iniciativas do governo, como a liberação do FGTS inativo e, através do Bndes, a divulgação das novas regras da Finame TJLP, juntamente a inflação e os juros em queda, são vistas como fatores que deverão influenciar positivamente na recuperação da economia.
Assim, a diretoria projeta repetir o faturamento bruto de R$ 1,2 bilhão e avançar 11% na receita líquida, para R$ 900 milhões. As receitas externas estão estimadas em US$ 140 milhões, alta de 10%, e os investimentos terão elevação para R$ 30 milhões - em 2016 ficaram limitados a R$ 10,4 milhões.
O relatório é assinado por Sergio Lisbão Moreira de Carvalho, eleito diretor-presidente da companhia em 1 de março, depois do pedido de renúncia de Daniel Raul Randon, que exercia a função interinamente desde agosto passado. O novo presidente da Fras-Le tem passagens por empresas do segmento de veículos pesados e comerciais em diversos países, como Meritor, Nelson Global Products e Fuwa Heavy Industries.
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