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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de março de 2017. Atualizado às 12h25.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

23/03/2017 - 12h26min. Alterada em 23/03 às 12h26min

Ociosidade na indústria da construção é a maior em cinco anos, diz CNI

Ociosidade se deve à longa trajetória de queda da atividade e do emprego

Ociosidade se deve à longa trajetória de queda da atividade e do emprego


EDUARDO SEIDL/ARQUIVO/JC
A indústria da construção operou em fevereiro no menor nível de sua capacidade desde janeiro de 2012. De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (23), pela Confederação Nacional da Indústrias (CNI), o indicador que mede a utilização da capacidade de operação do setor atingiu 53%, o menor da série história da Sondagem Indústria da Construção, iniciada há cinco anos. O indicador é inferior 2 pontos porcentuais em relação a janeiro e 10 pontos porcentuais abaixo da média histórica para o mês de fevereiro.
Além disso, o nível de atividade do setor se mantém muito abaixo do usual para o mês, com 28,8 pontos. Os dados da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos sinalizam atividade abaixo do usual e, quanto menor o valor, mais distante a atividade está do usual.
Segundo o estudo, a ociosidade recorde em fevereiro no setor se deve à longa trajetória de queda da atividade e do emprego também. No mês passado, o índice do número de empregados ficou em 38,9 pontos, frente aos 38,4 pontos de janeiro, com uma pequena alta, mas ainda abaixo dos 50 pontos, o que indica retração.
A fraca atividade mantém os empresários da construção pessimistas. Segundo a CNI, todos os indicadores de expectativas caíram, após duas altas consecutivas. O indicador de expectativa do nível de atividade teve queda de 1,2 ponto, chegando a 49,1 pontos. O índice relativo a novos empreendimentos e serviços recuou 0,5 ponto, para 47,5 pontos, e o de compra de insumos e matérias-primas caiu 1,2 ponto, ficando em 47,2 pontos. A expectativa quanto ao número de empregados caiu 1 ponto, para 46,1 pontos.
A economista Flávia Ferraz explica que a indústria da construção costuma se recuperar de forma mais lenta que os demais setores, mesmo com diversos sinais positivos, como inflação em ritmo de queda, redução na taxa de juros e possibilidade de serem feitas reformas como a Tributária, a Previdenciária e a Trabalhista. "Isso se explica, pois as operações da indústria da construção são de mais longo prazo", disse a economista.
O estudo ainda mostra que os empresários, diante do cenário pessimista, não estão interessados em investir. O índice de intenção de investimentos segue bem abaixo da linha dos 50 pontos, em 26,6 pontos.
Esta edição da Sondagem Indústria da Construção foi realizada no período de 2 a 14 de março com 567 empresas, das quais 177 pequenas, 260 médias e 130 de grande porte.
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