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Porto Alegre, terça-feira, 21 de março de 2017. Atualizado às 17h30.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 21/03 às 17h35min

Juros fecham em baixa com expectativa de queda da inflação, Treasuries e fiscal

Os juros futuros encerraram a terça-feira (21) em queda ao longo de toda a curva a termo na BM&FBovespa, destoando do perfil cauteloso dos negócios com câmbio e ações. Segundo profissionais nas mesas de renda fixa, os juros domésticos acompanharam o movimento de baixa das taxas em outros países, sobretudo o rendimento dos Treasuries, e internamente, responderam à expectativa ainda melhor para o cenário inflacionário depois da crise da carne, que deve aumentar a oferta interna do produto.
Além do mais, o mercado aguarda o relatório bimestral de despesas e receitas que o governo divulga na quarta-feira (22) confiante num forte contingenciamento do Orçamento que deve evitar a necessidade de aumento de impostos.
No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (106.150 contratos) fechou em 9,955%, de 9,995% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (218.605 contratos) encerrou na mínima de 9,48%, de 9,55% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (184.620 contratos) terminou na mínima de 9,92%, de 9,99%.
As taxas estiveram em queda desde a parte da manhã e persistiram com sinal de baixa mesmo diante da piora do clima no exterior, que levou o dólar a ampliar a alta ante o real e a bater máximas. "A questão política nos EUA está pesando nos ativos, mas o mercado de juros se comporta de forma diferente, com viés otimista", constatou o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Melo.
Ele cita como influência para a trajetória baixista a expectativa de que a suspensão dos embarques de carne para vários países pode elevar a oferta interna e, com isso, reduzir os preços e, logo a inflação. Esse é o clima que precede a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de março, na quarta, cujas estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast vão de 0,08% a 0,20%, com mediana de 0,14%.
Quanto ao fiscal, há grande expectativa com relação ao anúncio de um corte no Orçamento também na quarta, de até R$ 65 bilhões conforme apurou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), que possa evitar o aumento de impostos para o cumprimento do limite do déficit fiscal de até R$ 139 bilhões em 2017.
No exterior, o movimento de fuga para a qualidade é conduzido pelo ceticismo sobre a aprovação das propostas do presidente americano, Donald Trump, que tem dificuldades para convencer os republicanos no Congresso a apoiar sua proposta de reforma do programa de saúde.
Os investidores já trabalham com a possibilidade de outros projetos - redução de impostos, gastos com infraestrutura e reforma na regulação bancária - serem postergados. Com isso, o yield da T-Note de dez anos estava em 2,42% às 16h33.
Os juros futuros encerraram a terça-feira, 21, em queda ao longo de toda a curva a termo na BM&FBovespa, destoando do perfil cauteloso dos negócios com câmbio e ações. Segundo profissionais nas mesas de renda fixa, os juros domésticos acompanharam o movimento de baixa das taxas em outros países, sobretudo o rendimento dos Treasuries, e internamente, responderam à expectativa ainda melhor para o cenário inflacionário depois da crise da carne, que deve aumentar a oferta interna do produto.
Além do mais, o mercado aguarda o relatório bimestral de despesas e receitas que o governo divulga na quarta-feira, 22, confiante num forte contingenciamento do Orçamento que deve evitar a necessidade de aumento de impostos.
No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (106.150 contratos) fechou em 9,955%, de 9,995% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (218.605 contratos) encerrou na mínima de 9,48%, de 9,55% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (184.620 contratos) terminou na mínima de 9,92%, de 9,99%.
As taxas estiveram em queda desde a parte da manhã e persistiram com sinal de baixa mesmo diante da piora do clima no exterior, que levou o dólar a ampliar a alta ante o real e a bater máximas. "A questão política nos EUA está pesando nos ativos, mas o mercado de juros se comporta de forma diferente, com viés otimista", constatou o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Melo.
Ele cita como influência para a trajetória baixista a expectativa de que a suspensão dos embarques de carne para vários países pode elevar a oferta interna e, com isso, reduzir os preços e, logo a inflação. Esse é o clima que precede a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de março, na quarta, cujas estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast vão de 0,08% a 0,20%, com mediana de 0,14%.
Quanto ao fiscal, há grande expectativa com relação ao anúncio de um corte no Orçamento também na quarta, de até R$ 65 bilhões conforme apurou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), que possa evitar o aumento de impostos para o cumprimento do limite do déficit fiscal de até R$ 139 bilhões em 2017.
No exterior, o movimento de fuga para a qualidade é conduzido pelo ceticismo sobre a aprovação das propostas do presidente americano, Donald Trump, que tem dificuldades para convencer os republicanos no Congresso a apoiar sua proposta de reforma do programa de saúde.
Os investidores já trabalham com a possibilidade de outros projetos - redução de impostos, gastos com infraestrutura e reforma na regulação bancária - serem postergados. Com isso, o yield da T-Note de dez anos estava em 2,42% às 16h33min.
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