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Porto Alegre, terça-feira, 21 de março de 2017. Atualizado às 16h56.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 21/03 às 16h57min

Petróleo fecha em baixa, com Opep e aumento na produção dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta terça-feira (21) pressionados pelo aumento na produção dos Estados Unidos e por relatos de que a Rússia poderia não aderir à extensão do acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para além de junho.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para maio fechou em queda de 1,28%, a US$ 50,96 por barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuou 1,37%, a US$ 48,24 por barril. O contrato para abril, que venceu nesta terça-feira, perdeu 1,64%, a US$ 47,34 por barril.
Até agora neste mês, os preços do petróleo caíram mais de 7%, puxados pelo aumento na produção de óleo de xisto e nos estoques de petróleo nos EUA. O movimento de baixa eliminou parte dos ganhos obtidos desde o acordo da Opep e de outros grandes produtores para cortar cerca de 1,8 milhão de barris de sua produção diária no primeiro semestre de 2017.
No entanto, a produção de petróleo americana deu sinais de que continua a acelerar, fazendo com que os preços recuassem nos últimos dias. Alguns analistas afirmam que o mercado de petróleo está enfrentando, neste momento, o retorno do excesso de oferta. O Mizuho reduziu sua previsão de preços nesta terça-feira, citando essas preocupações. Ele prevê o petróleo WTI em US$ 54 por barril este ano, abaixo de US$ 55.
"Acreditamos que o ressurgimento da produção americana e as incertezas sobre os estoques de petróleo dos EUA, além da adesão aos cortes da Opep, continuarão a pesar nos mercados globais de petróleo", disse Timothy Rezvan, analista do Mizuho.
O acordo da Opep e uma possível extensão desse pacto também influenciaram os preços da commodity nesta terça-feira, com relatos de que a Rússia pode não aderir ao prolongamento dos cortes para além de junho. Segundo o Commerzbank, é improvável que os grandes produtores de petróleo estendam um acordo para restringir a produção global se a Rússia não fizer parte.
Além disso, o aumento da produção em países do cartel pesa sobre os preços. A estatal líbia National Oil disse que o deverá retomar o carregamento em seus dois principais portos petrolíferos, após recentes conflitos com insurgentes locais.
Um forte fluxo de petróleo dos EUA e da África poderia encorajar a Opep a estender o acordo para além do período inicial de seis meses. No entanto, sem a Rússia, o acordo poderia falhar, disse Stuart Ive, gerente de clientes da OM Financial. Com informações da Dow Jones Newswires
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