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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de março de 2017. Atualizado às 21h44.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 15/03 às 21h47min

Dólar recua de maneira generalizada em Nova Iorque após decisão do Fed

O dólar caiu em geral depois da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que, como esperado, elevou os juros nesta quarta-feira, 15,mas sinalizou que continuará a promover um aperto monetário em um ritmo gradual.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar caía a 113,42 ienes e o euro avançava a US$ 1,0707.
O dólar já estava mais fraco antes do Fed e aprofundou o recuo após o BC americano manter a expectativa de três altas de juros neste ano. Alguns no mercado especulavam nos últimos dias que o Fed poderia sinalizar um aperto monetário maior ao longo de 2017, mas a trajetória anterior não sofreu grandes alterações.
"Parece que o mercado se precipitou um pouco diante de recentes declarações hawkish de dirigentes do Fed", afirmou Peter Ng, operador sênior de câmbio do Silicon Valley Bank. "A mensagem que eles querem mandar a nós é que querem mudar em um ritmo moderado."
Os futuros dos Fed funds, usados por investidores para apostar na perspectiva da política do Fed, mostram chance de 59% de que o Fed agora eleve os juros mais duas vezes ou mais em 2017.
Uma série de discursos otimistas de dirigentes nas últimas semanas, inclusive da própria presidente do Fed, Janet Yellen, levou investidores a apostar em um ritmo mais agressivo no aperto monetário, mesmo que ainda persistam incertezas sobre os impactos das propostas econômicas do presidente Donald Trump nos EUA.
"Embora o Fed tenha de fato elevado juros, isso não atende ao nosso patamar para uma elevação hawkish", afirmaram os analistas do Brown Brothers Harriman, ao citar as mudanças mínimas na perspectiva no Fed e em suas projeções para os juros.
As moedas de mercados emergentes podem se beneficiar da trajetória cautelosa do Fed. O dólar recuou, por exemplo, ante o rand sul-africano e o peso mexicano hoje. Juros mais altos nos EUA pressionam os mercados emergentes, ao encorajar a retirada de dinheiro deles para investimentos nos EUA. Esses fluxos tendem a impulsionar o dólar, o que torna maiores as dívidas denominadas nessa moeda mantidas pelos mercados emergentes.
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