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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de março de 2017. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 14/03/2017. Alterada em 13/03 às 21h11min

Leilão de aeroportos tem três interessados

Se houver disputa, está prevista nova rodada entre os interessados

Se houver disputa, está prevista nova rodada entre os interessados


FREDY VIEIRA/JC
Pelo menos três grupos entregaram propostas e documentos relativos ao leilão dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. A reportagem esteve presente na sede da BM&FBovespa desde o início do dia e constatou a entrada das comitivas portando caixas de documentos.
No início da tarde, a informação era de que haviam quatro empresas interessadas, mas o Pátria Investimentos, no final do dia, negou a entrega da proposta. Uma fonte afirma que um dos interessados é o operador francês Vinci Airports, que teria, sim, entregue as propostas.
Agentes do setor acreditam que os outros dois grupos seriam a Fraport (da Alemanha) e a Zurich (Suíça). Os representantes, no entanto, não quiseram comentar quais empresas representam ou para quais aeroportos estão entregando propostas. O leilão está marcado para esta quinta-feira, às 10h, na BM&FBovespa.
O secretário especial do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos, não duvida que haverá competição pelos aeroportos. "Tenho certeza de que haverá concorrência", afirmou.
A entrega das propostas foi encerrada ontem às 15h, e serão abertas na quinta-feira. Em caso de disputa, haverá leilão entre os interessados.
A concessão dos aeroportos é vista como um grande teste para o modelo de privatizações do governo Michel Temer, que esticou prazos para análise dos projetos, mudou a forma de pagamento das outorgas e criou uma espécie de "seguro cambial" para evitar perdas com desvalorização do real. Vasconcelos defendeu que as novas regras garantem ao investidor maior transparência e previsibilidade. Ele admitiu, porém, que o modelo deve resultar numa redução dos ágios pagos pelos vencedores.
"Ágio não significa exatamente sucesso", disse o secretário do PPI, argumentando que grandes ágios podem ser resultado de estudos "bem ruins".
Vasconcelos disse que o governo estuda a criação de um fundo para ajudar estados e municípios a fazerem PPPs (parcerias público-privadas) com a Caixa, o Banco do Brasil e o Bndes. "Os municípios carecem de fundos para dar contrapartidas aos investimentos", justificou. Ele disse, porém, que ainda não pode dar detalhes sobre que tipo de investimentos seriam contemplados.
O programa deve ser anunciado ainda este mês, e inclui apoio aos municípios e estados para a elaboração de projetos de PPP. O Bndes já lançou dois programas semelhantes, que contemplam os setores de saneamento e iluminação pública.
 
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