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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 07h57.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 09/03 às 07h59min

Após 34 meses, produção industrial cresce

IBGE afirma que cenário ainda não indica uma trajetória de crescimento consistente para este ano

IBGE afirma que cenário ainda não indica uma trajetória de crescimento consistente para este ano


LINEA BRASIL /LINEA BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
A produção industrial iniciou 2017 interrompendo 34 meses consecutivos de quedas e registrou alta de 1,4% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. O mercado esperava queda de 0,5%. Na comparação com dezembro, o setor ficou estagnado, tendo um ligeiro recuo de 0,1% em relação a dezembro. O mercado previa contração de 0,8%. Em 12 meses, a atividade acumula queda de 5,4%, segundo dados foram divulgados pelo IBGE.
Em relação a janeiro do ano passado, todos os quatro grandes grupos tiveram resultados positivos, 16 dos 26 ramos, 47 dos 79 grupos e 52,8% dos 805 produtos pesquisados. Bens de capital (3,3%) e bens de consumo duráveis (3,2%) assinalaram os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas.
André Macedo, gerente de Indústria do IBGE, avalia que, apesar de a combinação de resultados dos últimos três meses mostrar que a indústria está com um comportamento melhor do que o registrado na passagem entre 2015 e 2016, é preciso analisar esses dados com cautela.
"Há uma melhora de ritmo dessa produção industrial, quando se observa um conjunto de informações. Mas não significa que haja uma trajetória de crescimento consistente da produção industrial", disse. Em termos de patamar, o setor industrial permanece entre janeiro e fevereiro de 2009 e operando distante do seu ponto mais alto, que ocorreu em junho de 2013. Hoje, a indústria opera 19,1% abaixo desse pico. "O que existe é um horizonte de componentes que podem ajudar o setor, como a flexibilização monetária e iniciativas de estímulo ao consumo, como a liberação dos saques das contas inativas do FGTS." De acordo com ele, outros fatores que fizeram a indústria cair por três anos seguidos ainda permanecem, como o mercado de trabalho com número elevado de desempregados, famílias com nível elevado de inadimplência e, mesmo com redução de taxa de juros, o crédito ainda está caro e escasso.
Macedo ressalta ainda que, se eliminados os dois dias úteis a mais que janeiro deste ano teve em relação a janeiro do ano passado, a alta nessa comparação cairia de 1,4% para 0,4%. "Na comparação interanual, janeiro de 2017 foi beneficiado pelo efeito calendário e também por uma base de comparação muito baixa, tendo em vista que, em janeiro do ano passado, a queda foi de 13,4% em relação a janeiro de 2015."
Na semana passada, dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostraram que as contratações na indústria de transformação foram destaque no resultado do emprego formal no início deste ano. Desde março de 2015, o setor vinha fechando postos por sucessivos meses até que, em agosto e setembro do ano passado, registrou leve recuperação (saldos positivos de 6,3 mil e 9,3 mil, respectivamente), voltando a demitir novamente. Em janeiro, surpreendeu com a geração de 17.501 empregos contra um saldo negativo de 16.553 no mesmo período do ano passado.
Os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (2,1%) e de bens intermediários (0,8%) também mostraram taxas positivas na comparação com janeiro de 2016, com o primeiro registrando expansão acima da magnitude observada na média nacional (1,4%); e o segundo apontando o crescimento mais moderado entre as grandes categorias econômicas.
Entre as atividades, indústrias extrativas (12,5%) teve a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (5,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,0%), de celulose, papel e produtos de papel (6,9%), de produtos alimentícios (1,6%), de metalurgia (4,2%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,3%), de produtos têxteis (10,8%), de outros produtos químicos (2,2%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (5%).
Entre as 10 atividades que apontaram redução na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,1%), pressionada, em grande parte, pelo item óleo diesel. Também caíram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,6%), máquinas e equipamentos (-4,9%), produtos de metal (-6,2%) e outros equipamentos de transporte (-9,4%).

Setor eletroeletrônico do Rio Grande do Sul espera expansão dos negócios neste ano

Levantamento mostrou que empresas ampliaram vendas em 47%
Levantamento mostrou que empresas ampliaram vendas em 47%
ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
A primeira sondagem promovida pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) junto a suas associadas da regional Rio Grande do Sul em 2017 sinaliza para um ano mais otimista. O estudo mostra que aumentou de 24% para 47% o percentual de empresas que ampliaram as vendas em janeiro em relação ao igual mês do ano anterior. Ao mesmo tempo, o número de empresas que indicaram queda nesse índice reduziu de 53% para 47%. Ao comparar com dezembro de 2016, o número de entrevistadas que observaram crescimento passou de 29% para 33%. Também houve redução nas indicações de empresas que observaram negócios abaixo das expectativas, que reduziram de 72%, na sondagem de novembro de 2016, para 44%, na pesquisa de dezembro de 2016, e para 33% no levantamento de janeiro de 2017.
Em relação à geração de emprego, diminuiu de 29% para 20% o percentual de empresas que estão reduzindo seu quadro de funcionários. Porém permanecem baixas (7%) as indicações de aumento no total de trabalhadores. As exportações, por sua vez, mostraram resultados mais positivos nesta última sondagem, com expansão de 17% para 36% no total de empresas que aumentaram suas vendas externas.
"As expectativas para os próximos meses são positivas, com maior número de empresas projetando crescimento do que esperando queda, tanto para o mês de fevereiro como para o primeiro trimestre e até primeiro semestre do ano", avalia Régis Haubert, diretor regional da Abinee. Para o ano de 2017, 73% das empresas esperam crescimento; 13%, estabilidade; e 13%, queda, em relação a 2016. Para mais da metade das entrevistadas, a melhora da atividade deverá começar a acontecer no segundo trimestre de 2017.
Em relação ao nível de emprego, Haubert avalia que a retomada deverá ser mais lenta. Segundo a pesquisa, das empresas pesquisadas, 27% pretendem ampliar seu quadro de funcionários neste ano. Do total, metade tem a intenção de realizar o aumento no primeiro trimestre; 25%, no segundo trimestre; e 25%, no segundo semestre do ano.
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