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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 14h10.

Jornal do Comércio

Expodireto 2017

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Máquinas Agrícolas

Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 09/03 às 14h16min

Fabricantes registram otimismo em demanda

Safra recorde no Rio Grande do Sul motiva produtores a buscar o melhor em tecnologia

Produtores buscam máquinas desde o primeiro dia do evento e priorizam tecnologia


MARCO QUINTANA/JC
Patrícia Comunello
O negócio em torno de máquinas puxam a Expodireto, e os fabricantes na edição deste ano confirmam que o ânimo para comprar está em alta. Mesmo os dois primeiros dias da feira, que começou na segunda-feira e vai até amanhã, mostraram maior fluxo e interesse nos pátios dos estandes do que em anos anteriores, dizem executivos de marcas nacionais e multinacionais. Hoje deve ser o dia de maior movimento, e a busca será pela alta de 15% na receita, ou cifra global de R$ 1,7 bilhão, comparada ao desempenho de 2016. Até ontem, 142 mil visitantes passaram pelo parque da Cotrijal, em Não-Me-Toque. 
A brasileira Stara quer seguir o rastro da projeção da organização e crescer 15% na Expodireto, diz o gerente comercial para a região Sul, Jeferson Stiven. Sem um lançamento completamente novo na edição, a marca vê crescer a busca pelas novidades de 2016, entre plantadeiras, distribuidores e pulverizadores. A novidade ficou para a Agrishow, em Ribeirão Preto, "porque não ficou pronta a tempo". "A safra recorde elevou o ânimo", atesta Stiven. A Emater divulgou que a safra deve chegar perto de 31 milhões de toneladas no Estado.
O gerente de vendas da John Deere para a região Sul, Tangleder Lambrecht, não dá volumes, mas garante que o otimismo está maior, dos concessionários aos clientes. "Desde o começo, estamos fazendo bons negócios, mesmo na segunda-feira teve mais demanda, fechando negócios, quando o normal é terça a quinta", observa Lambrecht. Um dos focos é aquisição para plantio e com maior intenção de comprar tecnologia. "O produtor quer plantadeira maior, quer a vácuo, melhor distribuição", descreve o gerente da John Deere.
O diretor de vendas da Massey Ferguson, Rodrigo Junqueira, detectou um "clima de maior confiança dos produtores" já nos primeiros dias. "Estamos vendo a família vindo para cá, em 2016 não vimos isso", contrasta Junqueira. Além de crise, que rebaixou vendas, no ano passado tinha chuva. "Neste ano, só se fala em tecnologia, máquina eficiente e produtividade", elenca o diretor da Massey. A marca está esperando os últimos dois dias para checar a saída de uma das novidades, que é uma colheitadeira destinada a pequenos produtores, nicho que não atendiam e fica na faixa do Mais Alimentos. "Tivemos boa segunda, terça e quarta, mas ainda temos de fechar com a quinta para saber como foi a feira", acautela-se o executivo da Massey.
Na Agrale, a expectativa é um mercado comprador de volta também embalado pela safra histórica, diz o gerente de vendas de tratores, Adriano Chiarini. Recuperar o cenário de vendas de tratores é fundamental, e Chiarini espera que o maior fluxo ontem e hoje possam confirmar a retomada. Até ontem, havia 15 a 20 em pedidos. Os produtos são voltados à agricultura familiar e vêm dentro de normas ambientais para motores e que exigirá mudança dos produtores. Chiarini vê que os visitantes estão com duas regras no bolso, para direcionar a decisão de investimento: comprar máquina nova e mais potente. "Esse é um caminho para contornar a falta de mão de obra no campo", explica o gerente da Agrale.
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