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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de março de 2017. Atualizado às 19h11.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

08/03/2017 - 19h11min. Alterada em 08/03 às 19h12min

Puxada por commodities, Bovespa tem queda de 1,56%

A Bovespa teve nesta quarta-feira (8), sua terceira queda consecutiva, sob forte influência do mercado internacional de commodities. Preocupações com o provável aumento de juros nos Estados Unidos e com dados ruins da economia chinesa também contribuíram para incentivar as ordens de venda, que se intensificaram no período da tarde. Com isso, o Índice Bovespa fechou em queda de 1,56%, aos 64.718,01 pontos. O volume de negócios somou R$ 8,4 bilhões.
"A bolsa deu continuidade ao movimento de correção dos últimos dias, mas sem dúvida a queda de hoje foi determinada pelas commodities. Não tinha como ser diferente, diante de quedas tão fortes", disse Roberto Indech, analista da Rico Corretora.
Os contratos futuros de petróleo tiveram seu pior dia em mais de um ano, depois que dados do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos mostraram aumento recorde dos estoques de petróleo no país. Na Nymex, o petróleo WTI para abril fechou em baixa de 5,39%, a US$ 50,28 por barril. Já na ICE, o tipo Brent para maio recuou 5,02%, a US$ 53,11 por barril. Foi o maior declínio porcentual de um único dia desde fevereiro de 2016. Em resposta, as ações da Petrobras tiveram forte desvalorização, de 6,17% (ON) e de 4,15% (PN).
Ainda no que diz respeito a commodities, a queda de 2,6% do minério de ferro no mercado à vista chinês incentivou ordens de venda de ações dos setores de mineração e siderurgia pelo mundo, levando a brasileira Vale a registrar perdas de 2,59% (ON) e de 2,72% (PNA). O noticiário econômico internacional também trouxe fatos inesperados, que acabaram por influenciar os negócios. Um delas foi o dado da balança comercial da China, que registrou um inesperado déficit, de US$ 9,15 bilhões, quando a expectativa era de superávit.
A principal surpresa do dia, no entanto, veio do relatório de empregos da ADP, que apontou a criação de 298 mil empregos no setor privado dos Estados Unidos em fevereiro, número bem acima dos 188 mil postos estimados pelos analistas. O dado reforçou as apostas em uma elevação de juros nos EUA já na reunião de política monetária da próxima semana e aumentou a expectativa pelo payroll, que na sexta-feira trará o total de vagas abertas no mesmo período.
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