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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 08/03 às 20h31min

Exportações de calçados crescem 5% em fevereiro

Valorização do dólar torna o sapato brasileiro mais competitivo

Valorização do dólar torna o sapato brasileiro mais competitivo


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) indicam que, em fevereiro, os calçadistas exportaram 9,16 milhões de pares, que geraram US$ 81,54 milhões, 6,8% menos em volume e 5% mais em receita no comparativo com igual mês de 2016. Com isso, no acumulado do bimestre, os exportadores de calçados chegaram a 20,53 milhões de pares embarcados, que geraram US$ 162,9 milhões, volume 3,5% menor e receita 10,8% maior no comparativo com igual período do ano passado.
O presidente executivo da Abicalçados, Heitor Klein, ressalta que, embora o resultado ainda seja positivo na comparação com o mesmo mês do ano passado, o registro já demonstra um arrefecimento das exportações, que haviam crescido mais de 17% em janeiro. "O dólar sofreu uma forte desvalorização a partir do final do ano passado, passando de uma mediana de R$ 3,40 para R$ 3,15. O impacto foi muito forte na formação de preços", explica o executivo, ressaltando que o dólar valorizado promove condições para a formação de preços mais competitivos para o calçado brasileiro no exterior.
Segundo ele, as projeções não são positivas para as exportações ao longo do ano. "Ao contrário do ano passado, quando vivíamos um momento de contração da demanda interna por calçados ao passo que as exportações indicavam uma espécie de porto seguro da atividade, em 2017 a gangorra se inverteu. Com uma política internacional influenciada pelas atitudes do polêmico presidente norte-americano, Donald Trump, seus flertes com o protecionismo e a possibilidade de aumento dos juros básicos dos Estados Unidos - atribuição do banco central estadunidense, o Fed -, a taxa cambial perdeu qualquer previsibilidade", avalia Klein, ressaltando que "empatar com o mesmo resultado do ano anterior já terá sido uma façanha".
Principal destino do calçado brasileiro desde os primeiros embarques, na década de 1970, os Estados Unidos diminuíram suas importações de calçados brasileiros no primeiro bimestre. Nos dois primeiros meses do ano, os norte-americanos compraram 2,24 milhões de pares por US$ 33 milhões, resultados inferiores tanto em pares (-13,5%) quanto em valores (-1,4%) no comparativo com igual período de 2016. A Argentina, segundo destino, importou 928,5 mil pares que geraram US$ 15,74 milhões, números superiores em volume (28,1%) e em dólares (64,6%) na relação com o mesmo ínterim do ano passado. O terceiro principal destino do calçado brasileiro no período foi a França, que importou 1,7 milhão de pares por US$ 13,5 milhões, números inferiores tanto em volume (-56,3%) quanto em receita (-13%) no comparativo com o primeiro bimestre de 2016.
No primeiro bimestre do ano, o Rio Grande do Sul seguiu sendo o principal exportador de calçados do Brasil. No período, os gaúchos embarcaram 4,3 milhões de pares, que geraram US$ 72,36 milhões, registros superiores tanto em pares (19,2%) quanto em receita (18%) no comparativo com igual período de 2016. Segundo o levantamento, o Ceará apareceu no segundo posto, tendo embarcado 8 milhões de pares por US$ 43,38 milhões, resultados inferiores em volume (-0,5%) e receita (-2,8%) no comparativo com o mesmo ínterim do ano passado. O terceiro exportador foi São Paulo, de onde partiram 1,26 milhão de pares que geraram US$ 17,42 milhões, 8,5% menos em volume e 15,8% mais em receita no comparativo com o primeiro bimestre de 2016.

Parceria pretende inserir 500 empresas no exterior

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciaram ontem uma parceria para apoiar a inserção de 500 empresas brasileiras no mercado internacional. O prazo de inscrição será aberto em julho para indústrias de todos os portes, setores e unidades da federação.
Elas farão parte do programa Rota Global, que oferece consultoria completa para empresas não exportadoras investirem no mercado internacional, com diagnóstico, desenho de estratégia e acompanhamento.
A meta é traçar o diagnóstico de 500 empresas brasileiras, desenvolver planos de negócios para 200 delas e, ao final do projeto, em 2018, ter ao menos 100 novas empresas com operações concretas de exportação. O programa é desenvolvido pela CNI, em parceria com a União Industrial Argentina e o Parque Tecnológico de Extremadura, na Espanha.
O investimento de R$ 1,2 milhão da iniciativa vem do AL-Invest, um programa da Comissão Europeia para fomentar a produtividade e competitividade de micro, pequenas e médias empresas na América Latina, como forma de combater a pobreza e a desigualdade social.
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