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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de março de 2017. Atualizado às 18h56.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

06/03/2017 - 18h57min. Alterada em 06/03 às 18h58min

Clima de cautela predomina e dólar fecha em alta de 0,34%

O dólar fechou em alta ante o real nesta segunda-feira (6), em um dia sem 'drivers' claros no mercado. Investidores ainda digerem a fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na última sexta-feira, e a cautela também se justifica com o novo decreto de imigração de Donald Trump. Internamente, o possível pedido de abertura de inquérito a ser feito esta semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também recomenda precaução aos investidores.
O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,34%, a R$ 3,1280, depois de bater a máxima intraday de R$ 3,1300. O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 694,968 milhões. No mercado futuro, o dólar para abril fechou com valorização de 0,62%, a R$ 3,1610. O volume financeiro somou US$ 10,801 bilhões. A divisa norte-americana teve um desempenho misto ante outras moedas de países emergentes e exportadores de commodities, subindo frente ao dólar canadense (+0,23%), mas caindo na comparação com o rublo russo (-0,51%).
Após Yellen ter reforçado na sexta-feira que os juros nos EUA podem subir no próximo dia 15, os investidores estão mais cautelosos, especialmente ansiosos com a divulgação do relatório do mercado de trabalho (payroll). Hoje, o Departamento do Comércio divulgou que as encomendas à indústria subiram 1,2% em janeiro ante dezembro, acima da projeção dos analistas de 1,0%.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta tarde o novo decreto anti-imigração, excluindo o Iraque dos países cujos nacionais estão impedidos de entrar em solo americano e permitindo a entrada de residentes legais e portadores de green card. O documento é uma revisão da medida lançada no dia 27 de janeiro que causou polêmica e protestos ao redor do país. Ainda assim, reforça os receios em relação à política externa de Trump.
Paulo Correa, da MultiMoney Corretora, chama atenção ainda para o noticiário político interno. "As denúncias contra a cúpula do governo estão se aglomerando. Não é algo que está fazendo preço ainda, mas é bom ficar de olho", afirma. Janot deve divulgar nos próximos dias a lista de pedidos de abertura de inquérito que será enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que estejam incluídos nomes de importantes ministros, além de senadores e governadores.
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