Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 03 de março de 2017. Atualizado às 09h40.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Indústria

Notícia da edição impressa de 03/03/2017. Alterada em 03/03 às 09h46min

Falta de chassis força férias coletivas na Marcopolo

Companhia avalia adotar a flexibilização da jornada de trabalho

Companhia avalia adotar a flexibilização da jornada de trabalho


FREDY VIEIRA/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
A diretoria da Marcopolo tornou pública, nesta quinta-feira, decisão de conceder 10 dias de férias coletivas para cerca de 5,5 mil dos 6 mil colaboradores da unidade de Ana Rech, em Caxias do Sul. A medida deve-se à falta de chassis de ônibus, situação já apontada por Francisco Gomes Neto, CEO da empresa, na teleconferência de apresentação dos resultados de 2016, como uma das dificuldades para a retomada dos negócios.
As montadoras brasileiras de chassis estão sem estoques, pois tiveram vendas elevadas no fim do ano e vêm produzindo em ritmo menor em razão de férias coletivas e da pausa para o Carnaval. Além das férias coletivas que terão início no dia 13, a Marcopolo avalia a possibilidade de adotar a flexibilização da jornada de trabalho nos dias 23 e 24 para somente retomar as atividades em 27 de março. Para que a flexibilização ocorra é preciso votação dos funcionários, marcada para a terça-feira.
Durante a teleconferência, o CEO informou que a Marcopolo tinha pedidos em carteira para cerca de 30 a 45 dias, uma situação melhor que a de 2016. A produção dos modelos Volare seguirá normal na unidade Planalto. A planta de Ana Rech tem foco em veículos rodoviários e urbanos especiais.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, Fabus, o setor produziu, em janeiro, 346 unidades, recuo de 39% sobre igual mês do ano passado. A Marcopolo montou 64 veículos, dentre as plantas de Caxias e Duque de Caxias (RJ), declínio de 65%.
Com exceção da Caio Induscar, de Botucatu (SP), que manteve a mesma produção de 83 unidades, as demais marcas apresentaram quedas. A mais expressiva foi a da Comil, de Erechim, de 74%, para 26 ônibus. A Irizar, também de Botucatu, consolidou 15 unidades produzidas, em queda de 35%. A Mascarello, de Cascavel (PR), montou 67 veículos, recuo de 20%. A Neobus, de Caxias do Sul, agora sob o comando da Marcopolo, totalizou 91 ônibus, variação negativa de 5%.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia