Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 02 de março de 2017. Atualizado às 17h17.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

comércio exterior

Alterada em 02/03 às 17h19min

MDIC: recuperação das importações é 'forte sinal' de retomada da atividade

A recuperação das importações, principalmente de insumos e combustíveis, é um "forte sinal" de retomada da atividade econômica, avalia o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto.
Em fevereiro, as importações cresceram pelo terceiro mês consecutivo, subindo 11,8% depois de um período de quedas que começou em setembro de 2014. Subiram as compras de insumos agrícolas, como adubos e fertilizantes, e bens intermediários da produção industrial, como partes e peças de equipamentos mecânicos e de aviação.
A quantidade importada subiu 9,2%, enquanto o preço ficou praticamente estável em 0,1%. Para o secretário, ainda não há efeito do câmbio nas operações com o exterior. Mesmo nas importações, em que o impacto da variação do dólar é mais rápido, a visão é que a recuperação se dá pelo crescimento da demanda interna, e não pelo preço.
Já as quantidades exportadas no primeiro bimestre caíram 0,9%, mas o aumento do preço em 21,5% compensou esse movimento, levando a um crescimento de 22,4% no valor exportado.
"Isso representa um cenário muito positivo para a balança comercial brasileira, que está fazendo um superávit recorde com e aumento das exportações e das importações", analisou.
De acordo com o secretário, a queda nas quantidades exportadas foi puxada principalmente pelo recuo nas vendas de minério de ferro, açúcar e milho.
Também houve aumento no montante vendido para quase todos os destinos da produção brasileira, com destaque para o crescimento de 78% nas vendas para a China e no sétimo mês consecutivo de aumento nas exportações para a Argentina, que cresceram 18,4%. Na conta petróleo, foi registrado superávit de US$ 1,806 bilhão no primeiro bimestre.
Para o ano, Abrão projeta um superávit na ordem do registrado em 2016, que foi de US$ 47,7 bilhões. "A expectativa é de aumento nas importações e nas exportações", completou.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,560 bilhões em fevereiro, valor recorde para o mês. O saldo positivo é resultado de exportações que somaram US$ 15,472 bilhões e importações de US$ 10,912 bilhões.
No ano, o resultado acumulado é positivo em US$ 7,285 bilhões, também o melhor resultado para o período da série histórica, que tem início em 1989. As exportações somaram US$ 30,383 bilhões e as importações US$ 23,099 bilhões.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia