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Porto Alegre, quinta-feira, 02 de março de 2017. Atualizado às 15h34.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

02/03/2017 - 15h35min. Alterada em 02/03 às 15h35min

Mesmo com queda na produção, expectativa industrial gaúcha é otimista

A Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta quinta-feira (2) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), apontou uma queda na produção do setor no Rio Grande do Sul, com os indicadores permanecendo abaixo da linha dos 50 pontos, a pesquisa traz uma perspectiva mais otimista para o futuro.
O levantamento aponta que as expectativas para os próximos seis meses cresceram, na comparação com o resultado de janeiro. “Há uma relativa recuperação da economia brasileira, em função da queda nos juros e de um maior controle da inflação, mas o aumento nos estoques demonstra que o consumo interno ainda não se recuperou”, diz o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
Os industriais gaúchos subiram suas projeções de aumento para a demanda (de 52,9 para 55,6 pontos), compras de matérias-primas (de 50,6 para 53,2) e exportações (de 53,9 para 56,8). O índice de emprego também evoluiu, de 47,4 para 49,7 no período, o maior valor desde abril de 2014 (50,8), uma projeção muito próxima da estabilidade dos 50 pontos.
Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta que os empresários do Rio Grande do Sul ainda mostram pouca disposição para investir em 2017, já que o índice de intenção ficou praticamente estável, caindo 0,1 ponto em fevereiro, para 45,8, na comparação com o primeiro mês do ano. Já ao considerar fevereiro do ano passado, o índice aumentou 8,3 pontos.
Na análise dos resultados de janeiro de 2017, o indicador da evolução da produção subiu mais de cinco pontos na virada do ano: 39,6 para 44,9 pontos, mas continuou abaixo da linha divisória, o que configura queda em relação a dezembro de 2016. Habitual para o período, a retração, porém, foi a menos intensa nos últimos três anos para o mês. O emprego também revelou redução menos intensa. O indicador passou de 44,4 em dezembro para 48,5 pontos em janeiro.
A indústria gaúcha operou com 63% de média de sua capacidade produtiva no primeiro mês de 2017. Já o indicador que compara a utilização de capacidade instalada (UCI) com o nível usual ficou estável em 38,5 pontos. Assim como a produção, esse foi o maior nível para o mês desde 2014 (44,9 pontos).
O principal ponto negativo detectado na Sondagem Industrial foram os estoques, que voltaram a crescer em janeiro após dois meses de queda. Mesmo reduzindo a produção, em relação ao planejado o indicador atingiu 53,7 pontos no período, nível superior ao desejado pelas empresas. A indústria gaúcha não apresentava excedentes de estoque desde outubro do ano passado.
Os indicadores da Sondagem Industrial variam de zero a 100 pontos. Valores menores que 50 indicam queda da produção e do emprego, expectativas negativas e estoques abaixo do esperado. A pesquisa foi realizada com 248 empresas gaúchas de pequeno, médio e grande porte, no período de 1º a 13 de fevereiro
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