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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de março de 2017. Atualizado às 22h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 02/03/2017. Alterada em 01/03 às 21h05min

Facebook prepara anúncios em vídeos na timeline

Novidades foram anunciadas durante o evento MCW, em Barcelona

Novidades foram anunciadas durante o evento MCW, em Barcelona


Josep Lago/AFP/JC
Dando o próximo passo na estratégia de investir em conteúdo em vídeo, o Facebook deve anunciar, em breve, os ad breaks, anúncios comerciais para monetizar o conteúdo. A revelação foi feita pelo vice-presidente de parcerias Dan Rose, na Mobile World Congress, em Barcelona. A estratégia é um passo ousado na concorrência com outras plataformas de vídeo, como o YouTube, da Google, que já trabalha com este modelo de negócio há anos.
Segundo Rose, o projeto se encontra em fase de testes e deve aparecer primeiro nos vídeos ao vivo, ainda nas próximas semanas. A divisão de lucros seguirá o padrão de mercado, com 55% para a plataforma e 45% para o produtor. "Pela primeira vez, o usuário que produz conteúdo em vídeo para a timeline vai poder ganhar dinheiro com isso, é um passo importante na nossa estratégia", conta ele, que diz que os testes com conteúdo postado, fora do Live, levará ainda alguns meses.
Outra novidade anunciada pela empresa é uma aba de feed de vídeos, já em teste nos aplicativos. "É uma seção para quem só quer navegar por vídeos descobrir o que está sendo postado, com um enfoque grande para a interação e a discussão que a comunidade faz em torno dele", comenta o VP, que aponta os próximos cinco anos como cruciais para a rede social se firmar como plataforma de vídeos.
O vídeo nativo se tornou foco da empresa nos últimos anos. Em 2015, Zuckenberg anunciou os embeds, para que o conteúdo postado na timeline pudesse ser compartilhado em sites, sem republicação fora da rede. Em 2016, lançou o Facebook Live para streaming, além do suporte para vídeos em comentários.
A empresa não anuncia um cronograma específico para os países, mas afirma que os ad-breaks devem surgir na timeline nos próximos meses.

Celular só terá internet com velocidade mais rápida após 2020

O 5G, nova banda de comunicação para dispositivos móveis que promete ser muito mais rápido do que o 4G e um dos principais suportes para a Internet das Coisas, só deve ter sua implantação iniciada em 2020. Foi o que anunciou a diretoria da GSMA - órgão que reúne empresas do setor mobile, de operadoras a desenvolvedores de software e define padrões do mercado -, que tratou o 5G não como uma evolução, mas como um disruptor da quarta revolução industrial, durante entrevista no Mobile World Congress, em Barcelona.
"É uma tecnologia que habilitará novos tipos de serviços, em especial no que diz respeito à automatização, é algo diferente do que vimos até agora", comentou Marco Galvan, diretor sênior da GSMA. A principal pauta da organização - que reúne o setor de telefonia móvel no mundo - junto aos governos é a modernização da regulamentação do mercado nos país, além de investimentos em infraestrutura para expandir a cobertura e universalizar o serviço.
"O 5G só se tornará uma realidade se encontrar condições para isso, com políticas públicas e investimentos adequados", disse Galvan.
O presidente da GSMA na América Latina, Sebastián Cabello, foi enfático em afirmar que não veremos definições em 5G antes de 2020, quando o mercado espera que a regulamentação do espectro de frequência usado esteja resolvido. "Talvez tenhamos alguns países mais desenvolvidos, como Coreia do Sul, testando alguns sistemas antes disso, mas duvido que alguém vá produzir algo fora do padrão. Não é vantajoso criar um padrão paralelo e depois lidar com a incompatibilidade de equipamentos produzidos em larga escala", comenta.
Segundo o cronograma anunciado, os Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, em 2018, podem ser uma oportunidade de testar tecnologias com o público.
As conexões 4G na América Latina cresceram 121% em 2016. Já são mais de 113 milhões de conexões deste tipo na região, puxados principalmente pelos smartphones, que respondem por 55% destas conexões. O Brasil responde por 60 milhões das conexões deste tipo e ainda mantém 123 milhões de 3G.
A expectativa é que, até 2020, os números acompanhem o crescimento e cheguem a 300 milhões de conexões na região, com o Brasil mantendo 141 milhões delas.
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