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Porto Alegre, domingo, 05 de março de 2017. Atualizado às 14h17.

Jornal do Comércio

Colunas

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 02/03/2017. Alterada em 01/03 às 20h46min

Retrato do Brasil

JORGE WILLIAM/AGÊNCIA O GLOBO/JC
Pesquisa recente da Ipsos Brasil revela informações preocupantes e desconcertantes no que se refere à maneira como os brasileiros percebem a imagem dos dirigentes do País. A avaliação de 20 personalidades demonstra até que ponto o brasileiro está justa e positivamente impressionado com o combate à corrupção simbolizado pela Operação Lava Jato.
Os bem avaliados
O Judiciário está na linha de frente no que pensam os brasileiros a respeito das instituições. As três figuras mais bem avaliadas são: o juiz Sérgio Moro, com 65% de aprovação, seguido pelo ex-ministro Joaquim Barbosa - que há cinco anos presidiu o julgamento do mensalão e pouco depois se aposentou -, com 48%, e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia (foto), com 33%. Em seguida surgem os dois primeiros políticos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31%, e a ex-ministra Marina Silva, fundadora da Rede, com 28%.
Os mal avaliados
Na outra ponta da pesquisa despontam o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com 89% de rejeição, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), com 82%, e o presidente da República, Michel Temer (PMDB), com a imagem reprovada por 78% dos consultados. Logo em seguida, compartilham o índice de 74% de rejeição os dois protagonistas da eleição presidencial de 2014: Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Sintetizando: os brasileiros aplaudem o Poder Judiciário e repudiam tanto o Executivo quanto o Legislativo, que são os responsáveis diretos pela governabilidade do País.
Outorga de rádio e televisão
O plenário do Senado deve votar, na próxima quarta-feira, as novas regras dos processos de renovação de outorga dos serviços de rádio e televisão. A Medida Provisória (MP) que modifica a atual legislação foi aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 21, sob a forma do Projeto de Lei de Conversão. Agora, os senadores precisam analisar o texto até o dia 12 de março, quando perde a vigência. O texto que será analisado pelo Senado permite a regularização das concessões que estão vencidas e possibilita a essas emissoras regularizarem a situação junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no prazo de 90 dias contados da data de edição da MP. Para o governo, a edição da MP foi necessária devido ao acúmulo de pedidos de extinção da concessão que o Executivo deveria enviar ao Congresso pela falta de apresentação da renovação pelas emissoras.
Rádios comunitárias
O texto concede às rádios comunitárias 30 dias para se manifestarem sobre o interesse em renovar, contados a partir de notificação feita pelo poder concedente, feita caso a entidade autorizada a funcionar como rádio comunitária não se manifeste no prazo legal, que é entre um ano e até dois meses antes do término da vigência da outorga. Caso ela não responda à notificação, deverá correr o processo de perda da outorga. Se ela responder no prazo solicitando a renovação, será multada segundo regras do Código Brasileiro de Telecomunicações.
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Comentários
evinho78 05/03/2017 08h57min
falar que LULA é bem avaliado com 33%.... materia encomendada!
Sylvio Mauro de Castro 04/03/2017 19h59min
Mantenho minha opinião de que o Brasil nunca precisou de planos econômicos milagrosos. Entretanto, se ao contrário tivesse feito as reformas que o sistema judiciário brasileiro precisa, o país seria não apenas menos corrupto, mas também, mais justos com seu próprio povo.
Priscila Cpoelho 02/03/2017 15h44min
Considero, como professora universitária, um mal desastroso, principalmente para os jovens. Ter o STJ como simbolo da falta de justiça é algo tenebroso. Hoje o que se vê de modo generalizado no pais e que se tem o STJ como órgão que acoberta os políticos inescrupulosos, corruptos e criminosos. vemos que cada um dos ministros age e delibera a seu próprio gosto, alteram a constituição, e nem tomam conhecimento da lei, alegando que e a "sua" interpretação.