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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 21h57.

Jornal do Comércio

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Jaime Cimenti

Livros

Notícia da edição impressa de 10/03/2017. Alterada em 09/03 às 17h39min

Aventuras nas Guerras Napoleônicas

Detalhe da capa do livro

Detalhe da capa do livro


JC
A Companhia de Sharpe (Record, 336 páginas, tradução de Alves Calado), do consagrado romancista inglês Bernard Cornwell, é, antes de tudo, uma grande narrativa histórica envolvendo as aventuras de um soldado nas Guerras Napoleônicas, na Espanha, de janeiro a abril de 1812.
Cornwell já teve obras traduzidas para mais de 16 idiomas, sendo que seus romances alcançaram o primeiro lugar na lista de best-sellers em vários países e venderam mais de 30 milhões de exemplares. Cornwell trabalhou 10 anos na BBC antes de tornar-se escritor e, em 1979, mudou-se para os Estados Unidos, mas sem deixar para trás o fino humor inglês. Apaixonado por conflitos militares famosos, é proprietário de uma enorme coleção de mapas antigos. Sua saga Crônicas saxônicas foi adaptada para a série O último reino, da BBC.
A Companhia de Sharpe mostra o protagonista Richard Sharpe no inverno rigoroso de 1812. Não só por causa do frio ou do cerco a Ciudad Rodrigo que é seu pior inverno. Na cidade que o exército britânico não tardou em dominar, após uma batalha com pouquíssimas baixas, Sharpe não ocupa mais o posto de capitão. Sua promoção provisória, concedida pelo general Wellington, não foi sancionada nos trâmites burocráticos do Exército. Seu posto é ocupado por um homem rico, com dinheiro suficiente para pagar pela promoção que Sharpe tanto cobiçava.
Como se não bastassem tais fatos, o fuzileiro encontra seu antigo e maior inimigo, Obadiah Hakewill, o homem que sobreviveu a um enforcamento e que é considerado indestrutível. Ele foi responsável pelo açoitamento de Sharpe no início da carreira no Exército. Hakewill está no mesmo batalhão e quer arruinar sua vida.
Sharpe pensa em mudar sua sorte e fica sabendo que Teresa, sua antiga amante espanhola, teve uma filha sua e decide encontrá-las em Badajoz. O problema é que, para atravessar as muralhas dessa cidade dominada pelos franceses, ele precisa encarar um terrível cerco, uma batalha cuja única certeza é a morte.
O grande autor norte-americano Stephen King escreveu que os romances de Cornwell são maravilhosos, empolgantes e brilhantemente escritos. Já o renomado jornal Daily Mail registrou que, ano após ano, Cornwell escreve os melhores romances históricos da sua geração. A Publishers Weekly por sua vez, retratou a obra como sendo o auge da habilidade narrativa do autor em recriar períodos históricos.
Os leitores que ainda não conhecem o autor vão constatar que os elogios não são exagerados e vão se deixar envolver por sua narrativa sedutora.

lançamentos

  • Economia internacional - 5ª Edição Revista e Atualizada (Editora Saraiva, 336 páginas), de Maria Auxiliadora de Carvalho, engenheira e professora, e César Roberto Leite da Silva, economista e professor trata de teorias, prática, integração econômica e outros temas, relacionando-os com o Brasil e experiências recentes.
  • Como seduzir um bilionário (Essência, 318 páginas), da britânica Portia da Costa, best-seller em grandes romances eróticos, traz Jess, 29 anos, virgem que sonha com o homem perfeito, e Ellis, o chefe bilionário que não quer compromisso. Impasse ou final feliz? Tipo assim, 50 tons de cinza...
  • Estrutura e totalidade (Editoras Unicamp/Unemat, 508 páginas), do professor Patrick Sériot, da Universidade de Lausanne, fala das origens intelectuais do estruturalismo na Europa Central e Oriental, tema bem desconhecido no mundo francófono, apresentado de modo completo.

Dia da Mulher/Dia da Pessoa

Certa vez, eu estava num evento e nunca me esqueci do que disse o amigo e poeta Jorge Adelar Finatto, que, se não me engano, estava passando algum cargo para alguma mulher. Ele disse: "As mulheres são mais bonitas, mais inteligentes e sabem lidar melhor com os sentimentos e as emoções do que nós. E quando a gente se comporta bem, ainda ganha uns carinhos delas. Então é hora delas irem tomando conta dos espaços para melhorar o mundo". Desde aquele dia, peguei para mim e "roubartilho" direto as palavras do Jorge. Já estou achando até que fui eu o criador delas, de tanto que as repito.
Concordo com o poeta e fico torcendo para que as poderosas mulheres se empoderem de fato e de direito, além dos paradigmas e preconceitos sociais. Lugar de mulher é onde ela quiser e, tirando o fato de viver em sociedade e ter de lidar com os outros, como todos nós, ela pode e deve fazer suas escolhas e ser dona de seu destino. Todos nós, aliás, devemos nos apoderar e decidir sobre nossos sonhos e ações. Mulher deve ganhar igual por trabalho, deve ocupar espaço igual na política, na administração, na Justiça e onde for. Uns dizem que o poder não tem sexo. Pode ser, mas tendo ou não tendo, deve ser democraticamente exercido e com corrupção zero ou quase.
De outra parte, fico pensando que a "guerra conjugal", embora siga com gostosas confraternizações entre os "inimigos", nestes tempos pós-feministas deve ser repensada e abolida. Entre homens e mulheres, e entre todos, aliás, melhor jogar frescobol do que tênis ou outro esporte competitivo. Frescobol é o único jogo em que não há perdedores ou vencedores. Todos se divertem e, ao final, podem se abraçar, beijar etc. Viva o diálogo pós-feminista e o frescobol!
Embora o Dia da Mulher seja momento de comemorar conquistas e prestar homenagens a mulheres desta e de outras épocas e, ainda, de reivindicar novos direitos e condições, não dá para deixar de falar, sem estragar muito a festa, nas várias formas de violência das quais, especialmente no Brasil, as mulheres são vítimas todas as horas e todos os dias. Não vou repetir aqui os horrendos números dos estupros, agressões, assassinatos e da discriminação que temos em nosso País. É preciso lutar pelo fim da violência diversa e procurar, também, buscar, entender e acabar com as causas deste problemão que nos envergonha.
Precisamos - e temos - leis duras e punições para os violentos, como é o caso da Lei Maria da Penha, que é eficaz e está ajudando muito. Mas precisamos, também, atacar o mal pela raiz, evitar a violência e não apenas reprimir os males e os prejuízos já feitos. Os infratores precisam entender que a violência não é boa para ninguém, muito menos para eles e que não vale a pena ficar dando tiros nos próprios pés.
Viva o Dia da Mulher, viva as mulheres que, entre sins e nãos, entre lágrimas, sorrisos, razões e emoções, entre a guerra e a paz, entre a lucidez e a loucura, entre os milênios, seguem dando vida a esse velho mundo, com sensibilidade e força, com sua natureza múltipla, espetacular e com aquele acabamento anatômico melhor e mais bonito que o dos homens.

a propósito...

A ideia não é nova, mas vale repetir. Em algum momento do nosso mundo cheio de guerras, violências e intolerâncias, vai ter o Dia da Pessoa. Um dia dedicado a todos os humanos, independentemente de sexo, religião, raça, nacionalidade, partido político, escola de samba ou time de futebol. Um dia, com todo mundo em paz, nas praias, jogando frescobol. Eu sei que sou um sonhador. Imagine, não sou o único, como disse o John Lennon, que segue embalando e sonorizando nossos sonhos. O sonho não acabou. Só acaba quando ninguém mais sonhar. Quando a praia ficar vazia para sempre. Mas aí quem sabe o mar e as estrelas vão sonhar.
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