Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 20 de março de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Panorama

COMENTAR | CORRIGIR

MÚSICA

Notícia da edição impressa de 21/03/2017. Alterada em 20/03 às 17h42min

Cantora portuguesa interpreta repertório de Antonio Carlos Jobim em Porto Alegre

Cantora portuguesa interpreta repertório de Antonio Carlos Jobim em show amanhã

Cantora portuguesa interpreta repertório de Antonio Carlos Jobim em show amanhã


LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
O interesse da cantora portuguesa Carminho pela música brasileira não é novo, como destaca sua trajetória. Só nos últimos anos são várias as provas: lançado em 2014, o disco Canto conta com participação de músicos do País, inclui um tema de Caetano Veloso, Cesar Mendes e Tom Veloso e também um dueto com Marisa Monte. Já no documentário Chico - artista brasileiro (2015), a lusitana pode ser vista e ouvida se apresentando ao lado de Milton Nascimento. O álbum Carminho canta Tom Jobim (2016) é a continuação deste processo - e os porto-alegrenses têm a oportunidade de conferir o resultado em show amanhã.
A cantora sobe ao palco do Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), às 21h. Assim como na gravação, músicos que fizeram parte da Banda Nova - que tocou por uma década com Tom Jobim - a acompanham ao vivo. Até o fechamento desta edição, ainda havia ingressos para todos os setores, por valores entre
R$ 70,00 e R$ 140,00. Os tíquetes podem ser garantidos de forma antecipada na bilheteria do local ou pelo site www.ingressorapido.com.br.
Carminho começou a escutar expoentes brasileiros a partir da transmissão de novelas produzidas no País em Portugal. Entre os artistas que descobriu desta maneira, estava Tom Jobim - mas o projeto de interpretar trabalhos do ícone não partiu dela. A sugestão veio de Katia de Almeida, da gravadora Biscoito Fino, e Ana Jobim, viúva de Tom, anos atrás, quando a viram cantar em uma festa e se entusiasmaram.
Desenvolvido com calma, o disco teve apoio direto de outro Jobim, Paulo - filho do compositor. Ele passou a Carminho uma lista com cerca de 300 canções, das quais foram escolhidas 14. "Me surpreendi muito", sintetiza a cantora, revelando encantamento com uma sonoridade que parece simples. "Aprendo sempre muito cada vez que ouço ele e agora mais ainda quando canto."
Foram selecionadas faixas escritas pelo homenageado ao lado de diferentes colegas e também composições solo. Estão no repertório O que tinha de ser e O grande amor (parcerias com Vinicius de Moraes), Meditação (com Newton Mendonça) e Inútil paisagem (com Aloysio de Oliveira), entre outras. "Fui procurar os poetas e poemas que utilizassem originalmente o 'tu'", comenta a cantora, referindo-se ao fato do tratamento por "você" não ser comum no português de Portugal.
Houve ainda uma exceção curiosa ao longo da seleção do programa. Retrato em branco e preto (Tom e Chico Buarque) está no repertório, mas teve uma alteração nos pronomes - justamente para que Carminho soasse de forma mais natural. "Aí o crédito do disco ficou como eu sendo tradutora da minha própria língua", ri ela, completando: "A piada é dele (Chico, a quem ela pediu autorização para a troca), não minha".
Ao lado da intérprete, se apresentam o próprio Paulo Jobim (violão), e também Daniel Jobim (piano), neto do ícone. Completam a escalação da Banda Nova Jaques Morelenbaum (violoncelo) e Paulo Braga (bateria). Além da apresentação de todos os temas que integram o álbum, o espetáculo lembra uma minoria de trabalhos de fado da cantora.
Já a versão em disco contempla uma série de outras atrações musicais. Marisa Monte volta a contribuir com o trabalho da lisboeta - desta vez no dueto em Estrada do Sol. Chico canta em Falando de amor; e Maria Bethânia, uma referência para Carminho, participa de Modinha. A atriz Fernanda Montenegro é outra convidada, recitando versos da Canção do exílio na faixa Sabiá. "A minha geração recebeu as novelas e trilhas sonoras brasileiras. Quem se interessou procurou ainda mais", comenta, a respeito da ligação com as obras produzidas em terras canarinhas. "Não necessariamente a música tradicional portuguesa, mas as bandas alternativas daqui e alguns cantautores (autores que cantam) são influenciados não só pelos poetas como Chico e Vinicius, mas por Tom, João Gilberto e pelos revolucionários da bossa nova e MPB", encerra.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia