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Porto Alegre, domingo, 02 de abril de 2017. Atualizado às 18h41.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra Marco Stefanini

Notícia da edição impressa de 03/04/2017. Alterada em 31/03 às 20h28min

Stefanini busca aproximação com o mercado do Sul

Marco Stefanini CEO global Grupo Stefanini TI Foto Divulgação Stefanini

Marco Stefanini CEO global Grupo Stefanini TI Foto Divulgação Stefanini


STEFANINI/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Ao comemorar 30 anos, a multinacional Stefanini é a empresa brasileira de maior presença global, de acordo com a Fundação Dom Cabral, com subsidiárias em 39 países. Seu portfólio vai de soluções tradicionais como Service Desk, Field Service e Outsourcing (BPO) a modernas ferramentas de mobilidade, campanhas personalizadas de marketing e processamento de cartão via celular, inteligência artificial, robotics e soluções que permitem a transição da Indústria 3.0 para a 4.0. O CEO global da empresa, Marco Stefanini, aponta que a transição do analógico para o digital desafia o setor de tecnologia da informação. A Stefanini vê no Rio Grande do Sul um mercado em potencial. O espírito empreendedor do gaúcho tem semelhanças com o perfil do geólogo que criou a multinacional na área de tecnologia há 30 anos. Pensando em pesquisa e desenvolvimento, a Stefanini tem parceria com duas universidades no Rio Grande do Sul, a Unisinos e a Pucrs, nas quais atua em seus parques tecnológicos. Para este ano, Stefanini adianta que haverá o lançamento de um centro de inovação no Tecnopuc.
Empresas & Negócios - Quais são as perspectivas para o ano em que a empresa completa 30 anos?
Marco Stefanini - O País está em um momento difícil não só na questão econômica. Todos os setores que são impactados pela tecnologia também estão em fase de transição, saindo do mundo analógico para o digital. Isso representa uma ameaça e uma oportunidade para os players, inclusive para nós. Diria que a perspectiva é relativamente otimista, visto que conseguimos crescer quase 20% ao ano. Em 2015 e 2016, no Brasil temos presença global. Mais da metade do nosso faturamento vem de fora. Em relação ao desafio da situação econômica, estamos trabalhando relativamente bem, mas são situações que requerem sempre muita atenção e cuidado.
Empresas & Negócios - Qual é a projeção de faturamento?
Stefanini - Prevemos pouco mais de R$ 3 bilhões. No ano passado, faturamos R$ 2,6 bilhões, que mais ou menos empatou com 2015.
Empresas & Negócios - Isso foi reflexo da crise econômica?
Stefanini - O fator principal é que a Orbital, empresa do grupo, ao ser adquirida, tinha um contrato muito grande que acabou no ano passado. Houve o impacto grande ali, mas não na Stefanini, que cresceu, enquanto a Orbital diminuiu. Neste ano, as duas empresas estão com curva de crescimento. Então, podemos esperar os R$ 3 bilhões, sem aquisições. Se tivermos aquisições este número será maior.
Empresas & Negócios - O pior da crise já passou ou cautela ainda é necessária?
Stefanini - O pior já passou, mas o momento ainda requer atenção. O País está começando a reagir, obviamente a situação ainda é difícil. Tivemos dois anos de crise aguda e os anteriores já não foram fáceis para a área de serviços de TI.
Empresas & Negócios - De que maneira a Stefanini lida com isso?
Stefanini - O que fazemos é pensar mais a médio e longo prazos. Em geral, nem investimos demais quando a economia está indo bem, como em 2010, nem cortamos quando está em crise. O nosso setor exige investimentos constantes. Provavelmente, neste ano, a gente volte as compras, tanto no Brasil como fora. No primeiro semestre, devemos ter alguma coisa menor, mas espero que, no segundo semestre, já possamos ter aquisições de maior porte. A outra questão é que crise é sinônimo de oportunidade.
Empresas & Negócios - Qual é a sua avaliação do ano passado?
Stefanini - Trabalhamos, nos últimos dois anos, com ganho de eficiência, melhora de oferta e redução de custos. Tivemos a joint venture com a israelense Rafael, que foi bem importante, e desenvolvemos as ofertas digitais que hoje estão bem consolidadas. Amadurecemos nosso ecossistema de inovação e fizemos muito investimento interno, no sentido de nos posicionarmos melhor como integradores de soluções na área digital.
Empresas & Negócios - A Stefanini entrou no mercado de crimes cibernéticos com a joint venture com a Rafael. Como está esse mercado no Brasil?
Stefanini - Ainda somos um País ingênuo quanto a essa questão. Precisamos evoluir, pois nossa atenção com segurança é ainda baixa, mas é uma oportunidade para um trabalho de convencimento. Precisamos mostrar os riscos, para depois vender. Esse é outro investimento de médio e longo prazos que fizemos.
Empresas & Negócios - Como fica o plano de internacionalização da empresa?
Stefanini - Essas melhorias em ganho de eficiência não envolvem só o Brasil, mas várias unidades pelo mundo. Continuamos no firme propósito de crescer a participação externa, mas sem diminuir a parte interna. É mais provável que aquisições em volume sejam maiores fora do País, não necessariamente pela crise, mas pelo nosso foco estratégico.
Empresas & Negócios - A Stefanini investe, cada vez mais, no Estado. Quais são os planos?
Stefanini - O mercado do Rio Grande do Sul tem um perfil que se assemelha ao espírito da Stefanini, que é mais empreendedor. Isso cria alinhamento com algumas lideranças com as quais temos conversado. A Saque e Pague é um grupo gaúcho bastante empreendedor que atua conosco, mas existem outras conversas no sentido de parcerias e joint ventures. Também temos uma boa base de clientes e estamos inaugurando um centro de inovação. Um modelo interessante de parceria com universidades, com a Unisinos e a Pucrs também está consolidado. É um Estado de potencial bom, passa por um momento difícil, mas existe a questão de saber gerenciar na crise.
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