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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017. Atualizado às 13h12.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

20/02/2017 - 12h54min. Alterada em 20/02 às 13h19min

Presidente da Carris renuncia 20 dias após assumir

Ferreira (centro) foi escolhido no banco de talentos e anunciado por Marchezan em 31 de janeiro

Ferreira (centro) foi escolhido no banco de talentos e anunciado por Marchezan em 31 de janeiro


Brayan Martins/ PMPA/Divulgação/JC
Patrícia Comunello
O primeiro diretor-presidente da Carris, estatal de ônibus coletivo de Porto Alegre, da gestão de Nelson Marchezan Júnior (PSDB), renunciou após ficar 20 dias no cargo. Luís Fernando da Silveira Ferreira, escolhido pelo banco de talentos criado para preencher cargos de confiança na prefeitura, foi anunciado por Marchezan em 31 de janeiro.
Ferreira, economista formado pela Ufrgs, com MBA em Varejo pela USP e Master Of Bussiness Administration nos Estados Unidos, teria feito um diagnóstico da situação da estatal e entregue junto com a decisão de não continuar no posto. 
O secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, pasta à qual está ligada a Carris, Elizandro Sabino (PTB), confirmou que Ferreira comunicou a renúncia no fim de semana ao prefeito e a ele. Na manhã desta segunda-feira (20), o diretor-presidente entregou uma carta formalizando a decisão em reunião do conselho da empresa. Ele já está fora da estatal. 
Segundo Sabino, a prefeitura já está buscando um substituto também no banco de talentos. "Ele alegou questões pessoais para pedir a renúncia e se colocou à disposição para buscar até um substituto", disse Sabino. O diretor-técnico, Flavio Barbosa, responderá por enquanto pela gestão, enquanto a prefeitura busca outro nome. 
Sobre razões que teriam levado à renúncia, Sabino citou que "a situação da Carris é pública e notória de dificuldades e déficit", mas a alegação foi por razões pessoais. "Possivelmente é um dos fatores", limitou-se a dizer o secretário. "Vou me reservar a comentar. Acredito que entre hoje e amanhã, o prefeito vai trazer todas as informações." A expectativa é que a prefeitura detalhe o que tem no diagnóstico. 
A dívida é apontada em R$ 50 milhões, que tem sido coberta por recursos do município. Sabino descartou que a situação da estatal possa ter assustado Ferreira. Na campanha eleitoral, Marchezan chegou a declarar que "a Carris se organiza ou terá de privatizada". 
"Pelo o que ele já enfrentou, não tem estatura de quem se assusta", garantiu. Sabino reforçou que o caminho do banco de talentos continuará sendo o único para preencher cargos. Sobre riscos de novas renúncias, o secretário declarou que "é difícil antecipar a decisão de alguém". "Nenhuma pessoa irá compor o governo sem passar pelo banco de talentos", completou Sabino. 
Em nota no site no fim da manhã, a prefeitura informou que Ferreira "deixou a presidência da Carris para assumir um novo desafio na Prefeitura de Porto Alegre". Segundo a nota, o agora ex-diretor-presidente vai presidir o conselho da estatal. Ferreira teria sido escolhido para a função por ter certificado de conselheiro da área pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). 
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