Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h48.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Reestruturação do Estado

Notícia da edição impressa de 10/02/2017. Alterada em 09/02 às 22h08min

Servidores criticam rodada de negociação

Advogados contrários à extinção dos órgãos estaduais apontam falta de projetos concreto do governo estadual

Advogados contrários à extinção dos órgãos estaduais apontam falta de projetos concreto do governo estadual


JC
Carlos Villela, especial para o JC
No primeiro dia da rodada de negociações, nesta quinta-feira, entre o governo do Estado e representantes de sindicatos dos funcionários das fundações a serem extintas pelo projeto de corte de gastos proposto pelo Piratini, os servidores públicos fizeram críticas às ações e aos planos de demissões.
A obrigatoriedade das reuniões entre governo e servidores foi determinada pela Justiça após ação movida por sindicatos e pela Frente Jurídica em Defesa das Fundações, grupo de advogados que trata sobre os trâmites judiciais do projeto.
Após as reuniões, tratando sobre os casos da Companhia Riograndense de Artes Gráficas (Corag), da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e da Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), representantes das fundações questionam a falta de respostas sobre a destinação do patrimônio, de contratos prévios e convênios das fundações.
Uma coletiva de imprensa da Frente Jurídica, que ocorreria às 10h dentro do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), foi impedida de acontecer por não haver autorização prévia nem espaço disponível, de acordo com a administração do prédio. Assim, a atividade foi realizada na área externa. Alguns servidores de fundações e parte da imprensa também foram barrados.
No fim da coletiva, o secretário de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio Grande do Sul, Ademir Wiederkehr, criticou os projetos do governo José Ivo Sartori (PMDB), reafirmando a posição da entidade contra o que chamou de "estado mínimo".
Em comunicado, a CUT, ligada à Frente Jurídica, criticou a intenção do governo em fazer as negociações fundação por fundação, e mantém posição para que os acordos ocorram de forma coletiva. Além disso, a CUT e o Sindicato dos Jornalistas afirmaram que os representantes do governo estadual não propuseram planos de demissões, focando só na questão financeira dos valores das rescisões a serem pagas. Também houve críticas dos servidores pelo fato de o governo tratar as extinções das fundações como "irreversíveis e inquestionáveis".
Nesta sexta-feira, a rodada de negociações prossegue com representantes da Fundação para Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), da Fundação Zoobotânica (FZB), da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) e outra com a Metroplan.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia