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Porto Alegre, terça-feira, 07 de fevereiro de 2017. Atualizado às 07h53.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Alterada em 07/02 às 08h54min

Eduardo Cunha presta depoimento nesta terça-feira em Curitiba

O deputado cassado está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro

O deputado cassado está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro


AFP
Agência Brasil
O deputado cassado Eduardo Cunha será interrogado nesta terça-feira (7), pela primeira vez, pelo juiz federal Sérgio Moro, no processo em que é réu na Operação Lava Jato. Cunha é acusado de receber propina no valor de R$ 5 milhões em contrato para a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. O depoimento está marcado para as 15h.
De acordo com o advogado de Cunha, Marlus Arns de Oliveira, apesar de ter o direito de ficar calado, o deputado cassado falará. "É um interrogatório em que ele não deve permanecer em silêncio. Ele vai responder às questões que serão formuladas. Temos trabalhado cotidianamente o preparo das resposta às acusações que lhe foram imputadas."
O defensor afirma também que não há, por enquanto, previsão de delação premiada. "Não há nenhuma sinalização relativa à colaboração premiada. Não se tratou dessa questão entre cliente e advogados, tampouco se tratou dessa questão com o Ministério Público. Então, não há tratativa referente à colaboração premiada de Eduardo Cunha."
O deputado cassado está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro. De acordo com o Ministério Público Federal, a prisão preventiva se justifica porque há evidências de que Cunha tem contas no exterior que ainda não foram identificadas, o que poderia colocar em risco as investigações. Os procuradores também alegam que ele tem dupla nacionalidade - brasileira e italiana - e poderia fugir do país.
Cunha ficou na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, mas em dezembro foi transferido para o Complexo Médico Penal, na região metropolitana da capital paranaense.
O processo contra ele foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal, mas após a cassação do mandato, ele perdeu o foro privilegiado e a ação foi encaminhada a Sérgio Moro.
Após a prisão, a defesa de Cunha negou que ele tenha praticado qualquer conduta ilegal.
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