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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 23h39.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 24/02/2017. Alterada em 23/02 às 21h33min

Política de educação mais transparente

Manuela d'Ávila
A comunidade escolar de Porto Alegre foi surpreendida pelo anúncio da gestão Nelson Marchezan (PSDB) sobre diversas mudanças que impactam na rotina escolar da rede municipal de ensino. Dentre as questões que causaram revolta, está a redução da jornada dos estudantes nas escolas, pois os professores serão convocados a trabalhar quatro horas por turno, das 8h às 12h, sendo que as escolas abrirão às 7h30min, ou seja, os alunos ficarão sozinhos por meia hora, o que prejudicará a qualidade do ensino além de colocar os alunos em situação de vulnerabilidade.
Outra mudança que está causando preocupação é que, hoje, os alunos de turno integral do 1º ciclo (5 a 9 anos) fazem suas refeições ao meio-dia, acompanhados dos professores, enquanto os alunos do 2º e 3º ciclos se alimentam antes ou após as aulas. Com a mudança proposta, os alunos do 1º ao 3º ciclo realizarão as refeições ao mesmo tempo e, ainda por cima, desacompanhados dos professores.
Queremos uma escola que tenha qualidade e que eduque para o combate à intolerância. Por isso, o gesto do prefeito de não chamar os professores para conversar sobre tais mudanças é de uma beligerância absurda, porque quem cuida dessas crianças nas escolas são as professoras, e não o prefeito.
Outro detalhe importante, hoje a maioria das escolas não conta com a presença de guardas municipais. E esse quadro pode piorar, por causa da prioridade que está sendo dada pela Secretaria Municipal de Segurança de colocar esses agentes em operações conjuntas com a BM e a EPTC. Isso porque quem participar dessas ações poderá fazer mais horas extras, tendo uma remuneração maior que aqueles que optarem por ficar fazendo a guarda das escolas, por exemplo.
Os processos de mudança na educação não podem ocorrer em gabinetes, sob medidas impositivas. Essa ação da prefeitura precisa ser transparente, por isso a importância do diálogo.
Deputada estadual (PCdoB)
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