Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017. Atualizado às 13h24.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Mobilidade

16/02/2017 - 13h56min. Alterada em 16/02 às 14h25min

Porto Alegre soma R$ 45 milhões em dívidas com obras da Copa

Secretários fazem balanço da situação das obras destinadas à Copa do Mundo de 2014

Secretários fazem balanço da situação das obras destinadas à Copa do Mundo de 2014


JONATHAN HECKLER/JC
A prefeitura de Porto Alegre soma dívidas de R$ 45 milhões associadas a obras prontas e inacabadas da Copa do Mundo de 2014. A Capital gaúcha foi uma das subsedes do Mundial, com jogos entre junho e julho de 2014, há dois anos e sete meses. A gestão de Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que herdou o passivo, divulgou balanço nesta quinta-feira (16). Também foi anunciada a contratação emergencial de uma empresa para o serviço de capina nas vias. O serviço foi interrompido devido a impasse com antiga prestadora.
O pacote envolve 19 intervenções. Segundo a administração, entraves financeiros e técnicos estariam impedindo a entrega de empreendimentos. Uma das consequências é a paralisação da execução. Parte do passivo (que envolve débitos com atualizações de valores e mudanças em projetos) corresponde a pagamentos atrasados de sete obras já concluídas com valor de R$ 20,5 milhões. Outros R$ 24,5 milhões são de 10 obras que estão inacabadas e duas que nem foram iniciadas. No valor, estão quase R$ 6 milhões devidos a empresas que fiscalizam a execução, com atraso desde dezembro de 2015.
Uma das obras que não saiu do projeto é a trincheira da avenida Plínio Brasil Milano com avenida Carlos Gomes. Segundo a gestão, o começo esbarra em questões judiciais. O trecho 2 da avenida Voluntários da Pátria, próximo ao Centro, depende de desapropriações. 
Para a entrega das obras que faltam, a prefeitura diz que serão necessários mais aportes financeiros, estimados em R$ 237 milhões, sendo R$ 73 milhões do Tesouro municipal. O restante é de financiamentos. Até agora foram gastos quase R$ 359 milhões, custeados por linhas da Caixa Econômica Federal, dentro do programa do governo federal que contemplou a preparação do Brasil para a Copa, e Bndes.
O secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, alegou que a situação financeira "é grave e exige medidas fortes na gestão dos gastos e dívidas". “Estamos trabalhando com critério de prioridade no pagamento das despesas para que os serviços essenciais à população não sejam prejudicados”, disse Busatto. A prefeitura promete um plano de trabalho para definir o andamento das obras que faltam e um cronograma de pagamento, informou o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Elizandro Sabino.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia